Gestão
China investe pesado em tecnologia de gestão de risco
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“A escala é tremenda”, afirma Elias Baltassis, diretor do escritório em Paris da empresa de consultoria Opera Solutions, sediada em Nova York, nos Estados Unidos. Além disso, os bancos chineses têm de atualizar todos os sistemas de uma tacada só porque estão defasados em todas as áreas. “É um problema que os Estados Unidos nunca tiveram”, observa Baltassis.
Os bancos chineses estão comprando novos sistemas de TI para plataformas bancárias core e operações de gestão de risco e muitas outras áreas e sistemas de infra-estrutura física como caixas eletrônicos, diz Chris Ip, sócio McKinsey, que comanda a prática de TI na Grande China para a empresa de consultoria em gestão sediada em Nova York.
Os bancos chineses costumavam operar de uma maneira fundamentalmente diferente dos norte-americanos. Até hoje, em muitos bancos chineses cada agência toma e emite empréstimos quase como se fosse uma instituição autônoma, explica Colin Lawrence, líder de empreendimento de risco e transformação da IBM Global Business Services para a Grande China e a região Ásia-Pacífico. Se uma agência precisa de dinheiro para emitir um empréstimo, recorre ao mercado interbancário — onde os bancos chineses emprestam dinheiro uns aos outros — e paga pelo privilégio.
“Se cada agência estabelece suas próprias taxas e empresta seu próprio dinheiro, é claramente ineficiente”, ressalta Lawrence. Quando você tem um sistema comum, pode combinar todos os depósitos e todos os empréstimos do banco inteiro, reduzindo a necessidade de ir ao mercado interbancário.
O Banco das Comunicações da China, quinto maior do país, saiu na frente. Em agosto, concluiu o projeto de centralizar dados de suas operações de varejo, com a ajuda da Sterling Commerce, empresa norte-americana de consultoria em TI.
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