Gestão
China investe pesado em tecnologia de gestão de risco
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“Está na hora de os grandes bancos enfocarem o lado das pessoas e dos processos”, alerta Charles Richard, co-fundador da Quantitative Risk Management, empresa de consultoria em gestão de risco, e ainda acrescenta: “Não creio que o ponto fraco esteja em TI. Está no negócio.”
Para reter seus melhores clientes e competir com instituições estrangeiras, os bancos chineses também estão investindo em tecnologia para dar suporte a novas linhas de negócio. No ano passado, por exemplo, o Banco Agrícola da China começou a utilizar software da empresa londrina Misys para negociação e gerenciamento de risco de derivativos e produtos estruturados.
A iniciativa também foi motivada pela exigência da Comissão Reguladora de Bancos da China de que os bancos implementem tecnologia antes de se engajarem em determinados tipos de negócio. “Seguimos uma determinação regulatória da Comissão”, revela um gerente de TI do China Merchants Bank, também usuário pioneiro. “Se quisermos negociar derivativos, precisamos ter este tipo de sistema.”
Se a China precisa, a China terá. “O ritmo de mudança e crescimento é extraordinário”, diz Formant. Ele prevê que na próxima década os bancos chineses vão assumir seu lugar entre as maiores instituições de serviços financeiros do mundo.
Nos 10 primeiros meses de 2006, reguladores da China descobriram 776 crimes bancários, incluindo 205 casos envolvendo mais de 1 milhão de ienes (cerca de 125 mil dólares). Fraudes e outras irregularidades em bancos chineses atingiram 95,9 bilhões de dólares em 2005, um aumento de 31% em comparação a 2004, de acordo com a Comissão de Regulamentação Bancária Chinesa.
Em meados do ano passado, foi amplamente divulgada uma auditoria do governo apontou crimes financeiros e irregularidades contábeis totalizando 6,45 bilhões de dólares no Banco Agrícola da China, o segundo maior banco do país em ativos.
Com perdas tão grandes, não é de se espantar que os bancos chineses estejam investindo pesado em tecnologia de gestão de risco. Em 2006, o banco estatal da China implantou um sistema de monitoramento em tempo real para reduzir fraudes.
A adoção de tecnologia para gestão de risco e controle de fraude é só um item da pauta da indústria bancária chinesa. Os bancos estão centralizando operações, aprimorando a emissão de relatórios financeiros, automatizando processos manuais, melhorando o serviço ao cliente e desenvolvendo novos produtos para competir em um mercado em expansão.
Como suas contrapartidas nos Estados Unidos, muitos bancos estão sentindo a pressão das novas regulamentações. A indústria bancária chinesa cresce em escala e velocidade sem precedentes e TI encontra-se no centro de toda esta atividade.
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