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Gestão

Analistas estão céticos com o plano de terceirização da AMD

A movimentação da Advanced Micro Devices pelo outsourcing na manufatura de chips pode causar danos em longo prazo.

Por COMPUTERWORLD

20 de junho de 2007 - 18h12
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A AMD está lutando para manter a sua cabeça fora da água depois de divulgar perdas de 611 milhões de dólares e 574 milhões de dólares nos últimos dois trimestres. A empresa está sofrendo duras críticas pela sua opção por terceirizar a manufatura de chips em busca de reduzir custos, bem como pelo atraso no lançamento do chip para servidor Opteron de quatro núcleos Barcelona de julho para outubro.

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A pressão levou analistas preverem que a AMD poderia terminar de fornecer chips completamente, para se converter em um modelo completamente terceirizado já em 2008. A AMD garante que esse rumor surgiu com um relatório “especulativo” da Goldman Sachs, mas confirma que a empresa está tentando focar seus esforços em desenvolver chips em vez de manufaturá-los, de acordo com Drew Prarie, porta-voz da AMD.

A AMD possui um acordo com a fábrica de chip da IBM em Nova Iorque. Sob os termos do contrato, diz o porta-voz, a AMD pode realizar muito de sua pesquisa e desenvolvimento sem ter que arcar com os custos de ter a sua própria fábrica.

“Estamos buscando formas para estender o modelo além da pesquisa e desenvolvimento, para cuidar de todo o espectro de supply chain de manufatura”, afirma Prarie. “Isso poderia resultar em aumento na quantidade de processadores que mandamos para manufatura alugada e, também, poderia incluir a criação de parcerias na questão fabricação”.

AMD já tomou alguns passos nessa direção. Em 2006, a AMD anunciou planos de entregar para a Chartered Semiconductor uma carga maior de trabalho, passando a produção dos novos chips Athlon de 65-nanômetros. Em maio passado, a empresa anunciou que passou a manufatura de seus novos chips gráficos para a Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC).

Agora, a AMD pode estar preparando a expansão desse modelo, de acordo com um relatório divulgado em 17 de junho pelo analista do Citigroup Glen Yeung. A AMD estaria próxima a realizar um “movimento transformador” como terceirizar uma grande parte de seus processadores de baixa capacidade para a TSMC, vender parte da sua capacidade de manufatura de sua fábrica em Dresden, Alemanha, ou mesmo a venda de parte da sua fábrica, que ainda não foi construída de 3,2 bilhões, em Nova Iorque, escreveu Yeung.

Mesmo com a insistência da AMD de que este movimento simplesmente reduziria custos sem prejuízos, a incerteza deixa nervoso os analistas de Wall Street.

O relatório do Citigroup diminuiu a estimativa de faturamento da AMD de 1,3 bilhões para 1,1 bilhão no segundo trimestre, e de 5,8 bilhões para 5,6 bilhões no ano de 2007. Esse resultado equivaleria a estagnação da companhia perante 2006.

“Estamos novamente diminuindo a estimativa para a AMD para o 2Q07 (segundo trimestre de 2007), refletindo as nossas checagens de campo que apontam fracas condições da empresa”, escreveu Yeung. Enquanto o Citigroup reconhece que a fuga da AMD de sua própria manufatura poderia reduzir os custos, “continuamos esperando pelas ações dado a fragilidade em curto prazo”, completou.

Yeung diz que a Intel vai continuar a aproveitar a vantagem competitiva graças ao atraso em potencial dos chips Barcelona da AMD, aumentando a popularidade da plataforma de notebook Santa Rosa e as vendas contínuas da família de chips para PCs de vários núcleos.

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