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Mais da metade dos europeus pagaria mais por eletrônicos 'verdes'

Pesquisa mostra que espanhóis são os mais preocupados, enquanto os ingleses são os menos atentos para questões ambientais. Tema também é mais relevante para consumidores mais jovens.

Por COMPUTERWORLD

26 de junho de 2007 - 07h32
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A preocupação com a utilização de equipamentos elétricos e eletrônicos mais eficientes energeticamente já é realidade entre boa parte dos consumidores europeus. Isso é o que mostra a pesquisa da consultoria Canalys realizada com 2 mil usuários de computadores e telefones celulares em países como França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido.

De acordo com o levantamento, 55% dos entrevistados afirmaram que estariam dispostos a pagar até 10% a mais por produtos fabricados de uma forma mais consciente em relação ao meio-ambiente.

“É esperado que mais pessoas digam do que efetivamente façam isso, mas 11% desse total afirmou veementemente que gastariam mais nesses equipamentos. Vamos continuar monitorando essa questão de perto no futuro para ver se a consciência ambiental de fato está tendo reflexo na decisão de compra dos consumidores”, afirmou o analista Pete Cunningham em um comunicado.

Segundo o executivo, a cobertura da mídia sobre questões como aquecimento global ajudou a elevar a consciência sobre a questão em todos os grupos sociais. Entre os jovens, porém, a percepção da importância da questão é ainda maior. Entre os entrevistados de 15 a 17 anos, 67% apontaram estar preocupados com a questão, frente a 49% daqueles acima de 50 anos.

Ainda são registradas variações geográficas. Mais de dois terços dos entrevistados na Espanha (66%) disseram que estariam dispostos a pagar mais pelos equipamentos amigáveis ao meio-ambiente, comparados a 55% na Itália, Alemanha e França.

O Reino Unido apareceu no último lugar da lista, com 40%. O país também apresentou o maior número proporcional de entrevistados desfavoráveis à idéia: 22%.

Na Itália, 66% dos entrevistados disseram que já compraram equipamentos de cozinha mais eficientes energeticamente. Na França o índice foi de 61% e, na Alemanha e Espanha, de 50%. No Reino Unido, a proporção de foi de 41%.

“Fornecedores de tecnologia estão explorando iniciativas verdes em relação dos produtos que estão construindo e o mercado deve estar consciente dessas diferenças em atitude. Os resultados apontam que essas empresas verão maior aceitação entre os consumidores mais jovens e que as respostas vão variar de país para país. De forma geral, existe boa consciência da necessidade de conservar energia e disposição dos consumidores de cumprir seu papel”, conclui o estudo.

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