Gestão
Quatro empresas brasileiras atrasam relatórios de Sarbox nos EUA
Segundo levantamento preliminar da consultoria Hirashima e Associados, entre as companhias que não respeitaram o prazo de 30 de junho estão Ambev, Cemig, Copel e Sabesp.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Entre as cerca de 26 empresas brasileiras que deveriam ter apresentado o relatório de cumprimento de normas regulatórias da Sarbanes-Oxley até o dia 30 de junho, quatro não entregaram o documento dentro do prazo.
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Segundo levantamento preliminar da consultoria Hirashima e Associados, entre as companhias estão Ambev, Cemig, Copel e Sabesp.
“A Ambev informou que iria atrasar e prometeu a entrega para o dia 9 de julho. Já a Sabesp informou que entregaria até o último domingo, dia 15. A Cemig e a Copel informaram que entregariam até o dia 17 de julho, para revisitar algumas informações sobre pacotes tarifários”, comenta Guillermo Braunbeck, sócio da consultoria.
Segundo o executivo, a Ambev informou que precisava rever os históricos de anos anteriores, embora o formulário 20-F – com os resultados da avaliação de controles da seção 404 – levasse em conta apenas as informações do ano de 2006.
Na avaliação do executivo, falta de prazo não houve para as empresas cumprirem a data determinada pela Securties and Exchange Commission. “Exceto nos casos em que existiram imprevistos, como no caso da revisão tarifária, acho que o prazo foi mais do que suficiente”, declara. Segundo ele, até o fim da próxima semana, entretanto, todas as listadas já devem estar com os ajustes feitos. Não há definição, por enquanto, de punições estipuladas para as que atrasaram.
Por outro lado, as empresas que entregaram o documento no prazo não apresentaram nenhum tipo de restrição, atesta o executivo. Entre as empresas que já apresentaram o formulário estão Aracruz, Brasil Telecom, Braskem, Embraer, Gerdau, Gol, Net, TAM, Telesp, Ultrapar, Vivo, Vale do Rio Doce e Votorantim Celulose e Papel.
De acordo com o executivo, nos Estados Unidos só no primeiro ano depois da adequação 15% das empresas declararam ter deficiências em seus controles. “As companhias brasileiras puderam aprender com as lições vindas de fora, já que tiveram cerca de três anos a mais para se adequar.
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