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Gestão

Companhias bilionárias não conseguem criar provas eletrônicas em processos legais

Levantamento da Forrester com 25 empresas de US$ 1 bi aponta que elas não estão preparadas para preparar documentos eletrônicos importantes em caso de processos legais.

Por COMPUTERWORLD

16 de julho de 2007 - 13h45
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A maior parte dos gestores de informação não está preparada para produzir documentos eletrônicos relevantes em caso de processo legal, especialmente depois da atualização da regulamentação FRCP (regras federais para procedimentos civis, da sigla em inglês). O estudo, realizado pela Forrester Research, entrevistou 25 corporações nos Estados Unidos com faturamento de 1 bilhão de dólares.

“Apesar de as emendas ao FRCP terem tido efeito no final do ano passado, os gestores responderam com um sonoro não à pergunta ‘Toda a informação relevante para um processo legal que está armazenada eletronicamente pode ser resgatada em menos de 100 dias?’”, aponta relatório do instituto de pesquisas que será divulgado na próxima semana.

De acordo com o analista responsável pelo estudo, Barry Murphy, as companhias que não possuem os procedimentos adequados para gestão de informação estão sujeitas a multas definidas pela corte, além de terem risco de custos altíssimos com taxas legais e de descoberta dos dados relevantes. O relatório acrescenta que a tendência mais comum é que as informações fiquem espalhadas entre os diversos departamentos e tecnologias.

A comunicação entre os departamentos de TI e o jurídico é tão pobre que é quase como se eles falassem línguas diferentes, acrescenta Murphy. Os advogados normalmente esperam que os gestores de TI lidem com a retenção de informação, mesmo diante do fato de a TI “não entendendo quais são as informações potencialmente importantes do ponto de vista jurídico e sem ter o conhecimento legal para tomar as decisões relacionadas”, ele escreve.

O analista acrescenta que, dentre os diversos passos para melhorar essa situação, o primeiro deles deve ser uma ação para o armazenamento de e-mail. “Existe tanta informação nos e-mails. É um método de comunicação de grande volume, no qual o risco é grande”, disse em entrevista por telefone. Apenas 15% dos entrevistados afirmaram ter iniciativas de retenção de informação em e-mail.

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