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Carreira 2012: O profissional de TI daqui 5 anos para a IBM

Tendências nascem e morrem em tecnologia com uma velocidade alucinante. Saiba o que você precisa saber, na opinião da IBM, para sobreviver no mercado.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
18 de julho de 2007 - 07h00

Na terceira parte do especial sobre carreira, que está sendo publicado durante esta semana no COMPUTERWORLD, você encontra a opinião de Alessandro Bonorino e Edson Luis Pereira, respectivamente diretor de recursos humanos e executivo de desenvolvimento profissional da IBM Brasil.

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Conheça as idéias dos executivos sobre como Software como Serviço (SaaS), terceirização e offshoring, além das diversas tecnologias-base da Web 2.0 vão influenciar a formação e os requisitos exigidos para os tecnólogos, definindo também como elas vão afetar a contratação destes profissionais nos próximos cinco anos

“As tecnologias mudam com muita velocidade. Se o profissional apostar em uma única e só aprender isso, ele vai poder atuar apenas em um nicho. Ele precisa buscar sempre o auto-desenvolvimento”. O raciocínio de Alessandro Bonorino, diretor de recursos humanos da IBM Brasil, resume bem o que a empresa espera de um profissional. Além disso, destaca o executivo, o mercado já exige hoje e vai demandar ainda mais nos próximos cinco anos a capacidade de trabalho em equipe e de colaboração, bem como a habilidade de se adaptar e conviver com mudanças.

Edson Luis Pereira, executivo de desenvolvimento profissional na IBM e com 30 anos de casa, vê que estas tendências estão direcionando a evolução do profissional para um perfil de serviços. Em 70 a 80, defende, o profissional precisava de um perfil explorador para enfrentar o ambiente de informática que nascia – com informações restritas e poucos profissionais disponíveis. Depois, em meados da década de 80, as ferramentas começaram a melhorar, o que fez o perfil mudar para um especialista, seja em aplicação, sistema operacional ou código.

“Nos anos 90, com o movimento para média plataforma e a chegada do PC, a exigência passa a ser de um generalista, que entende de tudo um pouco”, diz. Na metade desta década, a complexidade começa a aumentar com a chegada de fatores como a internet e dispositivos móveis, por exemplo, o que resulta em uma exigência de um profissional com comportamento mais consultivo. “Hoje, a complexidade continua sendo um fator de peso, mas tudo está transformado em caixas. O perfil, agora, é de um prestador de serviços”.

Para a IBM, o outsourcing está desempenhando um papel fundamental na mudança de perfil dos profissionais de tecnologia. “O ambiente de trabalho é virtual e global ao mesmo tempo. Você precisa trabalhar com parceiros, chefe e – principalmente – clientes remotos, é completamente diferente”, defende Pereira. Bonorino concorda. Segundo ele, as universidades precisam trocar de paradigma na hora de preparar os seus alunos. “Não é preparar para um emprego, mas para trabalhar. A idéia de um emprego estável por muitos anos em um escritório tradicional não é mais verdadeira”, acredita.

O executivo do futuro precisa ter um ponto praticamente novo. Na visão de Edson Pereira, esse profissional precisa somar à imaginação o seu conhecimento técnico e raciocínio lógico. “Como está tudo espalhado e em ambientes virtuais, dificilmente é possível ver o todo. O profissional precisa imaginar a situação para agir e, depois, se comunicar com as outras partes mesmo sem ter tido contato visual com o problema”, define.

De maneira prática, os executivos aconselham que os interessados em trilhar uma carreira hoje na Big Blue, mas também nos próximos cincos anos, tenham uma sólida carreira acadêmica, o conhecimento em mais de um idioma, uma certificação de mercado e que combine – acima de tudo – as características listadas com raciocínio lógico. “Tendo isso, as outras capacidades nós conseguimos trabalhar modularmente para adequar”, completa.

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