Gestão
Sarbox 5 anos: vale comemorar?
Lei fiscal norte-americana completa nesta segunda-feira (30/07) cinco anos. Mudanças contábeis impostas a todas as empresas globais listadas nas bolsas dos EUA – inclusive brasileiras – valeram a pena?
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Crise de confiança é o termo mais apropriado para definir a situação pela qual passou a economia norte-americana no final de 2001 e início de 2002. Sem nem ter conseguido esboçar recuperação sobre os efeitos devastadores dos atentados de 11 de setembro, o abatido mercado de capitais dos Estados Unidos foi novamente golpeado pela série de fraudes fiscais descobertas em grandes – e aparentemente sólidas – corporações, especialmente Enron e Worldcom.
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A credibilidade das companhias listadas nas bolsas se esvaiu em dias, gerando uma onda de baixas em ações de praticamente todos os setores e refletindo nos mercados mundiais. Os fatos que se seguiram mostraram que, preocupado com a situação de caos, o governo local se sentiu impelido a tomar atitudades para devolver a estabilidade ao mercado. Uma das medidas mais imediatas, discutida e sancionada cerca de oito meses depois do início dos escândalos, foi a assinatura da lei Sarbanes-Oxley, em 30 de julho de 2002, pelo presidente George W. Bush.
Pela proposta, dos senadores Paul Sarbanes e Michael G. Oxley, a lei deveria forçar todas as companhias públicas listadas nas bolsas norte-americanas a adotar controles rígidos antifraude para validar e dar transparência a seus balanços fiscais - sendo CEOs e CFOs responsáveis por toda informação divulgada – e mitigar riscos de negócios. Tudo isso, com apoio massivo da TI.
Cinco anos e milhões de dólares depois - investidos em tecnologia para cumprir as exigências da lei – o reforço nos controles valeu a pena? Para quem? Confira o que acham alguns especialistas de mercado e executivos de tecnologia que não pouparam esforços para se adequar à lei.
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