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Gestão

Sarbox no futuro: mais ou menos dificuldades?

Para analistas, embora a parte mais profunda, de adaptação cultural, tenha passado, vem aí as novas exigências de controles. A TI será ponto-chave.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

30 de julho de 2007 - 08h05
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Cinco anos depois da assinatura da lei, a questão que fica é: quais os próximos passos a serem tomados sobre Sarbox no futuro próximo?

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A SEC já sinalizou revisões em certos aspectos da lei. A mais recente, anunciada no final de julho, prevê um padrão que incentiva uma abordagem menos onerosa às auditorias nas companhias. Segundo Fragoso, da Deloitte, uma instância de auditoria foi excluída.

“Em linhas gerais pode-se dizer que a SEC tornou o processo mais racional. Até então existiam as certificações do auditor, da administração e do auditor em relação ao processo de certificação da empresa. Esse terceiro processo foi eliminado”, comenta.

Mas se por um lado existe o conforto de que os rígidos padrões podem ser passíveis de alteração, algumas outras seções ainda inspiram atenção. Para TI, a principal delas é a 409, que prevê o fornecimento de informações e dados relevantes da empresa em tempo real para o mercado.

Entre as companhias ouvidas pelo COMPUTERWORLD, apenas a Sadia considera que já está preparada para tal seção, em virtude do sistema integrado (ERP SAP) e os procedimentos de governança da empresa. Cummins e GE, em linha com boa parte das companhias sujeitas à regulamentação, ainda discutem em âmbito mundial a melhor forma para construir o sistema capaz de coletar os dados e disponibilizá-los em tempo real.

Para Fragoso, da Deloitte, além de se preocupar com a adequação às demais seções, as empresas sujeitas à Sarbox devem estar atentas àquelas tarefas já cumpridas. “Acredito que, neste momento, a missão dessas empresas deve estar, sobretudo, em garantir sustentabilidade e melhoria contínua aos processos já implantados. Daí sim, em um segundo momento de maior maturidade, avançar nos controles”, conclui.

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