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Gestão

Custos são principais queixas sobre Sarbox

Tanto para empresas norte-americanas de pequeno e médio porte quanto para companhias internacionais, lidar com os custos impostos pela lei é desafio.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

30 de julho de 2007 - 08h00
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Se por um lado boa parte dos executivos e empresas já consegue encarar a Sarbox com bons olhos, não são poucas as críticas que ainda pesam sobre a lei, especialmente no que diz respeito a custos.

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Empresas de pequeno e médio portes – sobretudo norte-americanas – têm enfrentado maus momentos para conseguir se adequar e ainda se manter competitivas. Diante de tantos apelos a Securities and Exchange Commission (SEC) prorrogou diversas vezes a data de adequação para companhias com até 75 milhões de dólares nas mãos de investidores.

O último prazo estipulado é o dia 15 de dezembro deste ano, embora ainda poucas companhias nessa situação tenham conseguido chegar perto dos requisitos até o momento. Segundo a consultoria Lord & Benoit, que contatou cerca de 4 mil empresas nessa situação nos Estados Unidos, menos de 1% delas já está totalmente adequada.

Custos também pesaram sobre empresas brasileiras listadas nas bolsas de valores norte-americanas. Elas gastaram aproximadamente 86 milhões de reais com honorários para atendimento à seção 404 só no ano passado, segundo pesquisa conduzida pela consultoria Hirashima e Associados. De acordo com o levantamento, os gastos representaram crescimento de 66% sobre o ano anterior.

As regras de adequação à Sarbanes para empresas estrangeiras começou a vigorar efetivamente a partir de 2006, embora os trabalhos de adaptação e investimentos tivessem começando anos antes.

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