Gestão
Instituto virtual une órgãos e universidades paulistas
Fapesp, Unicamp, USP e Unesp ficam unidades virtualmente para preservação e a continuidade desta riqueza de conhecimento, além de manter sistemas de dados ambientais.
Por COMPUTERWORLD
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (Fapesp) e as três universidade públicas paulistas –
Universidade de Campinas, Universidade do Estado de São Paulo e Universidade de
São Paulo – celebram a institucionalização do Instituto Virtual da
Biodiversidade.
O objetivo da parceria é o de tornar
permanente a preservação e a continuidade de conhecimento por meio de um
convênio que estabelece que as universidades façam a manutenção dos sistemas de
informação ambiental criadas pelo Programa Biota-Fapesp.
Desde que o Programa Biota-Fapesp
foi criado, em 1999, os cientistas descobriram pelo menos 500 novas espécies de
plantas e animais. O programa produziu ainda um atlas com as áreas vegetais
prioritárias para conservação e recuperação no estado de São Paulo e outros
sistemas eletrônicos dinâmicos e inter-relacionados, constantemente atualizados
com informações produzidas pelos pesquisadores das universidades participantes.
Segundo a coordenação do Programa, o
acordo garante a perenidade das ferramentas que já existem e são de uso geral da
comunidade científica, mas que têm uma complexa rotina de manutenção diária.
De acordo com o executivo, cada
universidade ficará responsável por uma ferramenta. O Sistema de Informação
Ambiental (SinBiota ) – com dados de aproximadamente 4 mil espécies de plantas,
animais e microrganismos encontrados no estado – o Atlas e a revista eletrônica
Biota Neotrópica ficarão sob responsabilidade da Unicamp.
Já a Rede Biota de Bioprospecção e
Bioensaios (BIOprospecTA) será dividida entre a Unesp - que cuidará das
informações sobre caracterização de moléculas, coleção de extratos e animais,
por exemplo – e a USP – que ficará com a parte mais aplicada da bioprospecção,
ou seja, com as informações sobre utilização clínica das moléculas
conhecidas.
Há também participação internacional
na iniciativa. Lançado em janeiro de 2006, o International Mechanism of
Scientific Expertise in Biodiversity (IMoSEB) vai organizar a comunidade
científica que trabalha com a biodiversidade para emitir alertas sobre os
perigos da redução de espécies que ocorre atualmente.
Organismo internacional para o
compartilhamento de informações ambientais entre países para elaboração de
políticas públicas e tomadas de decisão, o IMoSEB ainda não tem a participação
oficial do Brasil.
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