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Gestão

Instituto virtual une órgãos e universidades paulistas

Fapesp, Unicamp, USP e Unesp ficam unidades virtualmente para preservação e a continuidade desta riqueza de conhecimento, além de manter sistemas de dados ambientais.

Por COMPUTERWORLD

01 de agosto de 2007 - 15h40
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e as três universidade públicas paulistas – Universidade de Campinas, Universidade do Estado de São Paulo e Universidade de São Paulo – celebram a institucionalização do Instituto Virtual da Biodiversidade.

O objetivo da parceria é o de tornar permanente a preservação e a continuidade de conhecimento por meio de um convênio que estabelece que as universidades façam a manutenção dos sistemas de informação ambiental criadas pelo Programa Biota-Fapesp.

Desde que o Programa Biota-Fapesp foi criado, em 1999, os cientistas descobriram pelo menos 500 novas espécies de plantas e animais. O programa produziu ainda um atlas com as áreas vegetais prioritárias para conservação e recuperação no estado de São Paulo e outros sistemas eletrônicos dinâmicos e inter-relacionados, constantemente atualizados com informações produzidas pelos pesquisadores das universidades participantes.

Segundo a coordenação do Programa, o acordo garante a perenidade das ferramentas que já existem e são de uso geral da comunidade científica, mas que têm uma complexa rotina de manutenção diária.

De acordo com o executivo, cada universidade ficará responsável por uma ferramenta. O Sistema de Informação Ambiental (SinBiota ) – com dados de aproximadamente 4 mil espécies de plantas, animais e microrganismos encontrados no estado – o Atlas e a revista eletrônica Biota Neotrópica ficarão sob responsabilidade da Unicamp.


Já a Rede Biota de Bioprospecção e Bioensaios (BIOprospecTA) será dividida entre a Unesp - que cuidará das informações sobre caracterização de moléculas, coleção de extratos e animais, por exemplo – e a USP – que ficará com a parte mais aplicada da bioprospecção, ou seja, com as informações sobre utilização clínica das moléculas conhecidas.

Há também participação internacional na iniciativa. Lançado em janeiro de 2006, o International Mechanism of Scientific Expertise in Biodiversity (IMoSEB) vai organizar a comunidade científica que trabalha com a biodiversidade para emitir alertas sobre os perigos da redução de espécies que ocorre atualmente.


Organismo internacional para o compartilhamento de informações ambientais entre países para elaboração de políticas públicas e tomadas de decisão, o IMoSEB ainda não tem a participação oficial do Brasil.

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