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Gestão

TI depois das fusões: delicada relação

Por Claudia Zucare Boscoli, da CIO

03 de agosto de 2007 - 14h15
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Harvey, da AT&T, salienta ainda que outro agravante nos processos de fusão é o obstáculo da cultura corporativa. "Na questão da tecnologia, sempre dá-se um jeito. O difícil é fazer com que todos os funcionários se sintam parte de uma só empresa", avalia.

Edmilson José Correia, diretor de produtos e tecnologia da Datasul, que comprou a Próxima, desenvolvedora de softwares para agronegócio, pensa da mesma forma. "A minha dica é, em um primeiro momento, não fazer planos de redução do quadro de funcionários. Cortar gente pode até parecer atraente, mas tem resultados negativos junto aos clientes", diz.

Santander: seis anos para a migração total
O caso do Santander Banespa, que finalizou no meio deste ano seu processo de integração, é exemplar. Os passos foram minuciosamente estudados e documentados para que estivessem ao alcance de todos os funcionários, em uma estratégia para que todos tivessem autonomia e, ao mesmo tempo, seguissem as diretrizes macro.

Até 2005 foi o período de igualar as agências com equipamentos e programas. "Em 2002, o Banespa passou por um processo de renovação tecnológica que foi a base da mudança. Trocamos 5.800 equipamentos, 648 pontos de venda, 1.500 máquinas de auto-atendimento. Tudo era muito ultrapassado. Tomamos o Banespa como parâmetro de qualidade, para igualar todos os demais bancos a ele", conta Carlos Constantino Rocha Posetti, responsável por planejamento de implantação.

Depois, em outubro de 2005, veio a junção dos sistemas. "Estávamos frente a uma situação inédita, porque tínhamos de mexer em cadastro de clientes, funcionalidades etc. Mas era necessário, para que o cliente olhasse para um banco só", afirma Miriam Guimarães, superintendente de tecnologia.

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