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Gestão

TI depois das fusões: delicada relação

Por Claudia Zucare Boscoli, da CIO

03 de agosto de 2007 - 14h15
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Hoje, um empréstimo é feito da mesma forma para os 6,9 milhões de clientes, o site é o mesmo para todos, são oferecidos os mesmos produtos nos 51 mil pontos de atendimento. Antes de toda a integração de TI, apenas saques com cartão e a consulta a saldos e extratos estavam unificados.

Para chegar a este resultado, foi preciso, primeiro, acabar com todos os gaps de funcionalidade entre os bancos – e não apenas Santander Brasil e Banespa, mas também Santander Meridional e Bozano-Simonsen. "Foi um crescente. Fazíamos um teste, anotávamos os erros, corrigíamos e testávamos de novo", conta Miriam.

No quinto teste, 100% dos erros estavam sanados. No sexto, um plano B, de contingência, também foi posto à prova. E obteve aprovação, com mérito: em um único final de semana, todo o sistema, com todas as agências do País envolvidas, foi testado e aprovado. "Tudo precisava estar sob controle, porque tínhamos dois dias apenas. Na segunda-feira, as agências, sites e auto-atendimentos tinham de estar funcionando perfeitamente".

Comprometimento
Ao todo, o processo custou 2 bilhões de reais e muitas madrugadas de trabalho para a equipe. Mas ninguém se sentiu prejudicado, conta Posetti. "As pessoas trabalharam em equipe mesmo, trabalharam pelo desafio, fizeram parte da construção. Ninguém chegou no dia só para executar. Todo mundo era meio dono, meio pai".

As lições que o banco tirou de todo o processo foram a necessidade de motivar os funcionários e de traçar uma interdependência lógica entre as diversas demandas para a unificação. Foram traçados 69 planos de ação distribuídos em oito frentes de trabalho.

"Desenhamos um caminho crítico que subordinava todos os grupos a uma mesma lógica", explica Posetti. Para não haver erro, cada passo de cada integrante das frentes de trabalho era descrito minuciosamente no controle geral – "tal hora, fulano tem isso para fazer". "Erros de execução, seqüência ou interdependência causam interrupções. Ter um planejamento e o controle de todas as ações foi o segredo do sucesso", avalia.


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