Gestão
Revolução indiana: às vésperas da ebulição
Gigantes indianas estão aportando no Brasil. Confira no especial preparado pelo COMPUTERWORLD, durante toda esta semana, o que muda, quem ganha e quem perde com isso.
Por Vinicius Cherobino, COMPUTERWORLD
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A terceirização em TI é o setor que mais cresce em tecnologia em todo mundo. Umas das maiores responsáveis por este crescimento, as empresas indianas de terceirização, estão desembarcando no Brasil e oferecendo serviços de nearshore para clientes mundiais. Essa mudança está chacoalhando o mercado brasileiro e pode mudar completamente todo o cenário.
Durante esta semana, você acompanha uma série de reportagens sobre essa chegada. Quem são as empresas indianas no País? Quais são as suas estratégias? Como ficam as empresas nacionais? Como elas podem se defender? Hoje, você lê uma análise desse movimento, com a opinião de especialistas e estatísticas do setor. Boa leitura!
Em um primeiro momento, chegaram três corporações com escritórios e representação no Brasil – a Tata, a Satyam e a Patni. O conhecido contrato de terceirização do banco ABN/Amro Real, por exemplo, é um dos mais famosos e trouxe a primeira e a terceira para prestar serviços a partir do Brasil.
Além dessas, a Cognizant confirmou – em primeira mão para o COMPUTERWORLD – que está chegando ao Brasil e à Argentina este mês. Apesar de ter a sua sede nos Estados Unidos, a Cognizant possui 30,6 mil de seus 38 mil funcionários na Índia e teve faturamento de 1,4 bilhões de dólares em 2006 e prevê alta neste número de nada menos que 60% para 2007.
Atualmente, a TCS (Tata Consultancy Services) é a maior empresa do setor, com faturamento de 3,7 bilhões de dólares e 83,5 mil funcionários, enquanto a Satyam é a quinta maior empresa, com faturamento de 1,4 bilhão de dólares e mais de 38 mil funcionários, e a Patni é a décima segunda, com faturamento de 584 milhões de dólares e 12,8 mil funcionários.
A Wipro – a terceira maior, com faturamento de 2,4 bilhões de dólares e mais de 66 mil funcionários – está no Brasil por meio de sua mais recente aquisição. A companhia indiana comprou, há pouco mais de um ano, a desenvolvedora de software européia para o setor manufatureiro Enabler. Com isto, herdou a subsidiária da Enabler no Brasil, em Curitiba, com cerca de 65 funcionários. O escritório em breve passará a ser a Wipro no Brasil.
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