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Gestão

Revolução indiana: às vésperas da ebulição

Por Vinicius Cherobino, COMPUTERWORLD

05 de agosto de 2007 - 18h00
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O passo seguinte é óbvio, mesmo que não esteja claro nos discursos oficiais: as indianas estão famintas pelo mercado interno brasileiro. Não é difícil imaginar que as estruturas montadas para atender a clientes mundiais, que geraram uma série de benefícios em escala, serão repassadas sem esforços para os clientes nacionais. Na prática, o grande desafio pisado e reprisado de transformar o Brasil em um destino factível para o offshoring pode estar prestes a acontecer; só que pelas mãos das indianas. Há o perigo de o mercado interno de terceirização do País acabar sendo comido por dentro, terminando em braços asiáticos.

Recursos não vão faltar. O que as empresas nacionais de serviço vão enfrentar é um dos grupos de empresas que crescem com as taxas mais altas em todo o mercado de TI. Para se ter uma idéia, o setor vai gerar – apenas no ano de 2007 – 40 bilhões de dólares, um crescimento de quase 29% ante o ano anterior. As informações da Associação das Empresas de Software e Serviços do país (Nasscom, da sigla em inglês) dão conta ainda de que, em 2012, a expectativa é que sejam gerados – apenas com exportações, sem olhar o mercado interno indiano – 60 bilhões de dólares.

Agora, as empresas indianas de tecnologia passam por um momento pelo qual todas as organizações mundiais de tecnologia já passaram anteriormente: deixar de ter um escopo local para se tornar um fornecedor verdadeiramente global. Em outras palavras, não existe alternativa além da expansão territorial.

Por que o Brasil?

Mas qual é o interesse das indianas em vir para o Brasil? São vários os motivos. Os primeiros, mercadológicos, dizem respeito à proximidade com a América do Norte – principal fonte de negócios de outsourcing. Além disso, o mercado brasileiro possui inúmeras similaridades no fuso horário e também em empatia cultural. Por outro lado, não é um mercado tão explorado ou competitivo como o mexicano, que já está coalhado de empresas norte-americanas e conta com a atuação de décadas das empresas globais de serviços.

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