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Gestão

Revolução indiana: às vésperas da ebulição

Por Vinicius Cherobino, COMPUTERWORLD

05 de agosto de 2007 - 18h00
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Citando a sua experiência profissional em países como Bélgica e Estados Unidos, ele completa: “o ferramental usado aqui, por exemplo, é assustador. Há muito espaço para evolução”. Dreyfuss concorda. O executivo do Gartner aponta que, mesmo com apenas três empresas indianas para o Brasil, esse movimento inicial já trouxe frutos para o mercado nacional. “Elas estão mostrando que é importante trabalhar com processos robustos, com estrutura planejada e certificação, que isso gera resultados”, diz.

Dreyfuss garante que a chegada desse tipo de empresa é importante para acabar com o discurso de ‘temos a nossa certificação interna’. “Respondo sempre a esse discurso: ‘na melhor das hipóteses, você está certo. Mas isso não ajuda a atuar no mercado mundial”, diz. Neves, da PwC, resume: “essa chegada pode, no final, levar ao amadurecimento de toda uma indústria que está se desenvolvendo lentamente no Brasil”.

Mas um típico específico de empresa corre bastante perigo com essa movimentação. As empresas médias nacionais, com faturamento de até 200 milhões de reais, vão sofrer com a entrada das indianas. “Quem está em nicho, faz tática de guerrilha. Quem é global, tem escala. Quem está no meio do caminho, com faturamento de até 200 milhões de reais, terá muitos problemas”, comenta Dreyfuss, do Gartner. Como respostas imediatas, acredita Perez, da IDC, podemos ver a fusão entre empresas brasileiras com a busca de fazer uma oferta públicas de ações (IPO). “Se tudo se mantiver igual, as empresas brasileiras vão começar a ouvir dos clientes: ‘com o tamanho que vocês têm, não posso passar o contrato’”, afirma.

Independentemente das aquisições ou dos futuros IPOs das empresas brasileiras, uma questão vai continuar peremptória sobre todas as companhias de terceirização que atuam no Brasil: a fator mão-de-obra. A definição de atuação dentro da CLT (consolidação das leis trabalhistas) é um dos pontos fundamentais e que vai definir o mercado. “Os globais atuam dentro da CLT”, argumenta Perez, da IDC. Ele completa: “Se elas forem por esse caminho, tudo indica que sim, será necessário escala”.

O mercado está em aberto e às vésperas da ebulição. Para descobrir quem vai sobreviver e quem vai perecer, leia a continuação deste especial, que mostra as estratégias individuais das indianas, fala com empresas brasileiras sobre as maneiras de se defender e analisa o que essa alteração significa para o País em termos de emprego.

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