Publicidade

Gestão

TCS: Estratégia bifocal

A Tata Consultancy Services está de olho nas oportunidades locais e em concretizar a posição do Brasil como provedor de offshore e transformá-lo em uma alternativa ao indiano.

Por Luiza Dalmazo, COMPUTERWORLD

07 de agosto de 2007 - 06h05
página 1 de 2

A Tata Consultancy Services (TCS) conta que observa com dois olhares a vinda e atuação no mercado brasileiro. O primeiro deles segue em direção às oportunidades locais. “O Brasil é significativo e tem um orçamento razoável de TI que soma 40% dos 16,2 bilhões de dólares do mundo, o que nos gera uma oportunidade de negócio inclusive para amadurecer as empresas nacionais em outsourcing”, avalia o diretor de relações com os negócios da companhia, Fernando Graton.

Leia também:
Revolução indiana: às vésperas da ebulição

O segundo objetivo do início da atuação local é concretizar a posição do Brasil como provedor de offshore e transformá-lo numa alternativa para atender principalmente aos Estados Unidos, já que o mercado indiano tente a ficar sobrecarregado para atender à demanda. “Nossa estratégia não é captar serviços aqui e desenvolver lá e isso se prova com a infra-estrutura que estamos montando aqui, com 95% dos funcionários brasileiros”, garante. Atualmente a empresa possui centros em Brasília (DF), Campinas (SP) e Alphaville (Barueri – SP), que vai se ampliar para receber mil novos funcionários durante 2008.

A estrutura da TCS, segundo Graton, tem sido tão importante que muitos clientes norte-americanos vêm pessoalmente visitar as instalações para ter confiança de que não estão investindo apenas na Índia e que, portanto, estão ouvindo o velho ditado popular que sugere que “os ovos não devem ser postos na mesma cesta”. “Como a Índia está esgotada, a moeda local (a rúpia) está se fortalecendo e sabemos que haverá uma convergência de custos, é fundamental ter alternativas e por isso estamos não só no Brasil, mas como em diversos outros países da América Latina e do mundo”, afirma.

O que mais preocupa a empresa para que as metas sejam cumpridas é o desencaixe entre a necessidade de profissionais e o que chama de “cadeia de produção do conhecimento”. O desafio, então, é fazer a academia formar o profissional de que as empresas precisam. “Para isso discutimos o currículo escolar, sugerimos matérias, fazemos parcerias com universidades, entre outras iniciativas que compõe uma série de ações para evitar um problema maior no futuro de falta de mão-de-obra”, conta.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld