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Gestão

Mais positivo do que negativo

CPM Braxis acredita que indianas no Brasil podem fazer o País se destacar no radar global de full outsourcing e aquecer mais o mercado.

Por Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

08 de agosto de 2007 - 06h50
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A chegada das empresas indianas ao Brasil, para a CPM Braxis, é vista mais por um lado positivo do que pelo negativo. “Elas nos ajudam a ganhar vazão para as vendas de serviços offshore e fazem o Brasil aparecer ainda mais no radar global de full outsourcing”, acredita o vice-presidente sênior de vendas e marketing da empresa, Maurício Minas.

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Além disso, as organizações indianas são consideradas muito mais uma outra base de exportação do que uma concorrente para o mercado nacional e há também o aprendizado que pode ser obtido por meio da experiência dessas corporações, que foram pioneiras nesse tipo de oferta.

O lado mais complicado de tudo isso é a competição por profissionais. “E temos de tomar muito cuidado para não cair na armadilha de gerar um alto turn over e incentivar uma inflação nas compensações financeiras, o que cresce em paralelo ao aumento da carência de profissionais”, afirma. Segundo ele, hoje existem no Brasil 700 mil pessoas que atuam na área de TI, segundo o IDC. De acordo com Minas, durante um tempo essa mão-de-obra pode ser usada para exportação, mas existe a barreira do inglês, e tudo isso vai se tornar um gargalo quando as exportações aumentarem, porque grande parte dessas pessoas estão voltadas ao atendimento do mercado local.

Em relação à concorrência, a maior disputa é pela fatia de mercados que estão sobrando. Isso não inclui o mercado nacional – já que Minas não acredita que o foco central da maior parte das indianas seja esse. “As margens do mercado nacional são menores, o que não torna esse um negócio atraente a elas”, resume.

Quando se trata de exportação, há um nicho – o de grandes contratos globais, como por exemplo aqueles fechados por bancos – que a CPM Braxis avalia que não vai conseguir entrar e ganhar das indianas. Entretanto, ele avalia que novos contratos de menor porte, principalmente com empresas que querem totalmente fugir e alternar os negócios com a Índia, representa uma grande oportunidade ao Brasil. “Portanto, há uma enorme parte de mercado que representa uma chance de consolidar a atuação do Brasil no mercado de exportação de TI”, garante.

Apesar disso, Minas diz que a tendência é haver cada vez menos e maiores companhias, produto de grandes fusões. “Quando se avalia essas oportunidades as brasileiras que citei, isso aumenta quando tivermos essas empresas mais representativas, mesmo que concorram com organizações indianas consolidadas, até porque imaginamos que no futuro todas estejam muito parecidas”, estima. Segundo o vice-presidente sênior, a chance de isso acontecer é tão grande que até o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está de olho nisso e ajudando nessa consolidação.

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