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Gestão

Concorrência indiana já é realidade

Para a brasileira Politec, há muitos anos já existe a disputa por contratos globais, em países como Inglaterra, França e Alemanha.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

08 de agosto de 2007 - 06h55
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Para a brasileira Politec, com 37 anos de mercado, “a concorrência com as indianas é parte do dia-a-dia há oito ou nove anos”, segundo Humberto Luiz Ribeiro, vice-presidente executivo da companhia.
Segundo ele, as companhias indianas chegaram aqui para disputar contratos globais, “como a Politec faz na Inglaterra, na França, na Alemanha”.

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Ribeiro afirma que, “em uma ou outra situação específica”, a Politec já disputou negócios com as indianas no Brasil, mas isso não os preocupa. “Não é a maior parte” dos negócios. Ele afirma, inclusive, que a Politec tem tido sucesso em trazer para o seu rol de clientes companhias que já tiveram experiências com indianas. “São empresas globais, sediadas nos Estados Unidos, Alemanha, Japão e Brasil, que por alguma razão preferiram a Politec”, diz.

A razão para a troca, na sua avaliação, é que “no nosso caso o compromisso com o cliente é muito forte, em termos de prazo e padrão de qualidade, sem promessas ou fantasias”, afirma. Segundo ele, “o cliente não busca só preço competitivo”. Outra vantagem da companhia nacional, de acordo com o executivo, é a capacidade de entrega. “Não há estrutura de delivery como a nossa”, afirmou, citando que a Politec tem 15 fábricas de software e mais de 6 mil profissionais. “Somos a primeira com nível de certificação CMM3 e a primeira com CMMi nível 5”, acrescentou.
Segundo ele, o fato das companhias indianas estarem vindo para o Brasil “é até positivo para trazer visibilidade ao País como destino offshore”, acrescenta. A companhia, que hoje se intitula uma multinacional de origem brasileira, não detectou perda de profissionais por conta da chegada das rivais da Índia.

“Sentimos que houve um aumento na procura por profissionais, mas nossa marca é forte no País”, disse. Segundo ele, “só os juniores se iludem e deixam a empresa, mas alguns depois pedem para voltar”, disse ele.

Para Ribeiro, é natural que, em um primeiro momento, as indianas ofereçam salários maiores. “Elas precisam ter massa crítica”, avalia. Em seguida, no entanto, ele acredita que todas entrarão “na normalidade do mercado”.

Sua conclusão é de que, para a Politec, a chegada das indianas “não afetou em nada”. Pelo contrário. “O movimento estimula outras empresas brasileiras a buscar o mundo como mercado. Isso traz maturidade comercial e é muito positivo”, completou.

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