Gestão
Stefanini enxerga lado positivo da competição com as indianas
Companhia acredita que a chegada das novas competidoras é a validação do Brasil como pólo de prestação de serviços de tecnologia.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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A brasileira Stefanini vai na mesma linha que muitas outras. O que é positivo, para a companhia, é a validação do Brasil como pólo de prestação de serviços de tecnologia.
“Vejo essa movimentação [das indianas] de maneira muito positiva, já que a chegada dessas grandes companhias comprova o que já falamos há algum tempo: que o Brasil é viável sim como plataforma de prestação de serviços de tecnologia”, ressalta Silvio Passos vice-presidente de Serviços da Stefanini.
Na avaliação do executivo, a presença de tais empresas faz com que os clientes mundiais olhem para o Brasil como alternativa à Índia. “É certo que o número de competidores aumenta, mas cresce também o tamanho do mercado”, aponta.
Para Passos, outro motivo pelo qual a chegada não representa ameaças profundas é o fato de tais empresas apostarem suas fichas no Brasil especialmente em complemento a contratos globais. Dessa forma, a exploração do mercado local no qual a Stefanini já está consolidada enfrentaria pouca concorrência.
Hoje, cerca de 20% do faturamento da Stefanini é procedente das operações internacionais. Já nas receitas totais, a divisão de outsourcing representa cerca de 60% dos negócios da Stefanini, bem à frente da divisão de consultoria (18%). O percentual restante é referente a desenvolvimento e integração de sistemas.
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