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Gestão

Revolução indiana: emprego prevê CLT ‘flexível’

Por Taís Fuoco e Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

10 de agosto de 2007 - 07h00
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Falta de flexibilidade restringe volume de negócios
Embora esteja em processo de expansão dos negócios no País – que deverá se tornar um pólo exportador de serviços de TI – a Satyam aponta que restrições das leis trabalhistas apresentam um empecilho significativo para a contratação de profissionais. Por outro lado, no entanto, a companhia chega a viver um impasse, já que muitas concorrências das quais participa exigem contratação formal.

“A maioria de nossos funcionários é CLT, mas poderíamos contratar e treinar muito mais pessoas se a legislação fosse mais flexível”, ressalta Ideval Munhoz, country-manager da companhia no País.

Segundo ele, um movimento interessante seria a mobilização de empresas de serviços de TI para pleitear junto ao governo incentivos para a contratação. “Fortalecer a ação das empresas brasileiras seria essencial para pedir ao governo a criação de benefícios ou incentivos”, ressalta.

O chairman da Nokia Siemens, Aluízio Byrro, concorda com a posição do executivo da companhia indiana. Segundo ele, a companhia teve de contratar cerca de 5 mil funcionários que tinham em regime de terceirização porque essa foi uma exigência das operadoras que contrataram seus serviços. “Enquanto a matriz estava cortando cerca de 9 mil funcionários em todo o mundo, tivemos de justificar a contratação de 5 mil só no Brasil”, comparou.

Segundo ele, a legislação permite a contratação de funcionários em regime temporário, por dois anos, com encargos menores que os do regime CLT. Mas eles não podem trabalhar nas dependências da empresa e, dois anos depois devem ser demitidos ou contratados no regime tradicional, o que não resolvia muito o problema da indústria que atende as operadoras de telefonia.

Opinião do Leitor [3 comentários]

CLT Flex=Palhaçada e PJ=Imposto Gigante

Acho que se as empresas nao tem dinheiro pra contratar profissionais de forma descente, deveria mudar de ramo.
O CLT-Flex e uma enganaçao. O profissional tem comprovado de fato o que esta na carteira. Isso vai rolar ate o dia que a Receita Federal acordar e pegar os profissionais e querer explicaçao para os gastos.
PJ e outra roubalheira e a materia esta ERRADA, quando diz que o profissional tem sua microempresa. Nao podemos nos encaixar como microempresa e nem se encaixar no SIMPLES. Pagamos impostos feito empresa grande, sem ter funcionarios e nem um escritorio fisico de verdade.
Isso tudo tem que mudar, senao a area vai afundar. Ja nao se tem profissionais e ainda aparecem essas "novidades" que so piora a situaçao.

Marcelo - 22 Jul 2008, 10h32

CLTFLEX LESA o Trabalhador

Essa tal de "CLT FLEX", que tem "maquiado" as pesquisas de aumento de emprego com carteira assianda, não passa de um embuste que desrrespeita a "CLT" e lesa o trabalhador, onde a empresa registra um % pequeno do salário na Carteira de Trabalho e paga o restante como se fosse reembolso de despesas. O coitado do trabalhador não tem opção, é obrigado a aceitar estes termos ou fica sem nada. No final, acaba perdendo pois todos os cálculos de valores a que tem direito (férias, 13º, FGTS, Licença maternidade, etc) são feitos com base no valor irrisório que está registrado na Carteira de Trabalho; e no final o governo ainda poderá cobrar-lhe IR "devido" caso ele utilize o valor "não declarado" para aumentar seu patrimonio. É preciso acabar com esta farsa, assim como a contratação de 3ºs (trabalhador obrigado a abrir empresa com CNPJ e emitir NF, sem direito algum previsto na CLT).
JURACI - 13 Mai 2008, 17h13

Tenho sérias restrições a CLT Flex

Ninguém conseguiu me responder a contento até hoje:

Como fica o IR? Pois Embora não seja descontado na fonte, para a receita federal, todo rendimento é renda. Está no manual de preenchimento do IR. Então você não é descontado na folha, mas quando for fazer a declaração no final do ano ou vai ter que pagar um monte de IR ou vai sonegar, o que é crime. Como fica isso?

Só nessa brincadeira do IR lá se vão 27,5% do seu salário. De fato as empresas pagam menos impostos, mas o trabalhador não.

E as férias? você só vai ter direito a 1/3 sobre 1/3 do seu salário. O que chega a ser uma piada. Como terceiro, dependendo da consultoria você tem de 5 a 10 dias para descanso anual... Será que é vantagem?



Vinicius - 10 Ago 2007, 09h13
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