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Gestão

Encontro em Genebra vai discutir regras para serviços de TI no âmbito da OMC

Brasil terá representante na reunião em que nações de todo o mundo discutirão regras para prestar serviços de TI offshore. Proposta será encaminhada para a Rodada de Doha.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

10 de setembro de 2007 - 09h05
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A Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação (Brasscom), associação que recentemente incorporou as atividades do Instituto Brasileiro de Convergência Digital (IBCD), será uma das representantes brasileiras em um encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) que acontece no dia 26 de setembro em Genebra (Suíça).

Segundo Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom, a reunião vai discutir o tratamento que deve ser dados aos serviços de TI offshore no âmbito da OMC. A partir das discussões, os países irão tirar a proposta que, em seguida, será encaminhada à Rodada de Doha.

Gil lembrou que os serviços de TI movimentam anualmente cerca de 1,2 trilhão de dólares em todo o mundo, dos quais metade - 600 bilhões de dólares - referem-se a tecnologias que não existiam há 10 anos. "Por isso, a inovação é tão importante nesse segmento", explicou.

A partir das discussões em Genebra, as relações comerciais entre os países na contratação de serviços offshore virão à tona.

A Índia, por exemplo, que lidera o mercado de prestação de serviços de TI a outras nações, enfrenta a resistência de senadores americanos, preocupados com o volume excessivo de vistos especiais que os profissionais indianos conseguem todos os anos para atuar nos Estados Unidos. Os senadores se preocupam com a possível eliminação de postos de trabalho aos próprios americanos.

Além das discussões mundiais, a Brasscom continua empenhada em conseguir eliminar parte dos encargos trabalhistas na contratação de profissionais de TI junto ao governo brasileiro. "Somos 50% a 60% mais caros que países próximos, como a Colômbia e a Argentina", afirmou.

Na Índia, por sua vez, os encargos trabalhistas representam 10% da folha, "enquanto aqui é 80%", compara Gil. Por isso, o presidente da Brasscom defende que o governo brasileiro promova "uma redução importante" nos encargos.

Depois da fusão das duas entidades, a Brasscom prepara um projeto de redução dos encargos para apresentar ao ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em cerca de duas semanas.

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