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IDC: CIOs devem buscar mais modularidade, flexibilidade e SOA na infra-estrutura

Depois de avaliar diversos conceitos no mercado, consultoria desenvolve o principio de Dymamic IT, que ajuda as empresas a atingir redução de custo operacional e velocidade.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

20 de setembro de 2007 - 08h20
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Diante da constatação de que os CIOs das companhias estão em busca constante por melhorias da infra-estrutura, a consultoria IDC desenhou o conceito de Dymamic IT, que diz que a infra-estrutura de TI deve ser construída de forma que busque modularidade, mais flexibilidade e arquitetura orientada a serviços.

“Dessa forma, vão visar a redução do custo operacional com gerenciamento e manutenção, ao mesmo tempo em que vão aumentar a velocidade de resposta”, afirma Reinaldo Roveri, analista sênior de infra-estrutura e armazenamento da IDC Brasil. Segundo ele, essa estrutura permite que as empresas se diferenciem das demais por meio de ações mais rápidas.

O analista também acredita que o Brasil vive um nível de maturidade entre médio e baixo para as grandes empresas, mas que há companhias que vivem níveis mais altos, “como 16% dos participantes do evento de hoje [o IDC Brazil Infrastructure & Storage Vision Conference 2007], que responderam uma pesquisa”.

Roveri explica que quem está nesse nível tem uma infra-estrutura que provê recursos flexíveis com tecnologias como de provisionamento e virtualização, que garantem regras de desenvolvimento e relacionamento com as áreas de negócio que garantem a execução da TI como um serviço.

“Finalmente, quem tem esses processos bem formados consegue fazer com que a TI responda às exigências de forma menos custosa e mais rápida”, avalia.

O analista aposta ainda que os gastos dos departamentos de tecnologia vai continuar reduzindo o direcionamento para software e hardware. Segundo ele, os investimentos com software em 1991 representavam 22%, em 2001 caíram para 16% e a previsão é de que fique em 14% em 2011.

Quanto se fala em hardware, ainda se fala em queda nos investimentos. Roveri diz que, neste setor, os recursos eram 50% do total da verba em 1991, caiu para 48% em 2001 e deverá ficar em 45% até 2011.

“Os serviços são os que vão crescer”, conclui. Vão sair de 28% em 1991 e 36% em 2001 para 41% em 2011. O executivo também destaca que apesar de sempre se considerar o Brasil no grupo dos principais países emergentes – que foi responsável por 7,3% do investimento em TI no mundo em 2006 –, a nação se assemelha a países mais amadurecidos quando se trata de infra-estrutura.

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Em contrapartida, daqui a quatro anos outros países tendem a ter um delta de investimentos em TI com maior crescimento do que o Brasil, que vai passar de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) aplicado em TI para 1,9% em 2011.

O valor absoluto desses recursos, segundo Roveri, revelam uma evolução do mercado local. Em 1991, não se comprava por aqui nem 5 bilhões de dólares de TI por ano. “Em 2000, no entanto, esse número saltou para 13 bilhões de dólares e, em 2006, fechou em 18 milhões de dólares”, lembra.

Por isso, o analista acredita que o orçamento de TI vai crescer continuamente a uma taxa de 12% ao ano e poderá fechar 2011 com 32 bilhões de dólares, impulsionados por novas tecnologias e conceitos.

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