Gestão
SOA: passo-a-passo rumo ao sucesso
Transformador, apressadinho, conservador demais ou no rumo certo? Veja com qual perfil seu projeto de arquitetura orientada a serviços mais se assemelha e saiba como evitar erros comuns.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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De alguns anos para cá, projetos de SOA começaram a figurar na agenda de muitos executivos de TI como uma tarefa tão rotineira quanto escovar os dentes ou cortar o cabelo. Embora não fossem inéditos, os conceitos de reuso de componentes de tecnologia inerentes à arquitetura orientada a serviços se propagaram com imensa velocidade e hoje são poucos aqueles que não têm um discurso afiado sobre projetos nessa área.
Mas se por um lado SOA é cada vez mais popular e figurante do mote “todo mundo fala e todo mundo faz”, por que são poucas as empresas no País, que, de fato, têm conseguido conduzir e obter benefícios com projetos nessa área? As primeiras respostas estão relacionadas a planejamento deficiente ou excessivo, além de compreensão limitada dos conceitos. Entretanto, geralmente são erros mais profundos – e por vezes aparentemente tolos – que são capazes de fazer um projeto de SOA já nascer fadado ao insucesso.
Antes de comentar os fatores que podem levar ao fracasso, porém, vale comentar um mito freqüente: de que o SOA não é para todos os tipos e tamanhos de empresa. Na avaliação de diversos analistas, tal consideração é descabida: não importam perfil, porte ou área de atuação de uma determinada companhia. Os conceitos de reuso podem ser benéficos em praticamente todos os casos, embora os moldes de implantação devam obrigatoriamente variar de empresa para a empresa. “SOA não significa algo exclusivo para grandes corporações. É um modelo que todas as empresas vão adotar algum dia em algum grau”, enfatiza Roberto Gutierrez, diretor de consultoria da IDC Brasil.
Embora a tendência tenha começado pelas companhias de grande porte, pequenas e médias empresas tendem a adotar o modelo em um segundo momento e mesmo em outro formato, assinala o executivo.
Partindo do princípio de que não existe restrição sobre quais tipos de companhia podem adotar arquitetura orientada a serviços, o primeiro passo a considerar, então, é o planejamento do projeto. Enquadram-se nesta fase ter claro o objetivo de negócio por trás da iniciativa e lembrar sempre que a melhor abordagem sobre SOA é não considerá-la como um único projeto, mas uma coleção de projetos menores.
A partir disso, aponta Ricardo Chisman, responsável pela área de tecnologia da Accenture Brasil, a companhia deve mapear seus processos e concentrar esforços especialmente em como será feita a governança, responsável pela gestão do ciclo de vida dos serviços. Tal procedimento garantirá, segundo ele, maior confiança sobre processos e soluções dentro da corporação.
Paulo Rodrigues, diretor geral da Bearing Point, aponta ainda que é neste momento que a companhia precisará reformular o perfil da equipe de tecnologia da informação, de um operacional para um mais racional. “Entendo que devam existir três perfis de profissionais nesse contexto: o que arquiteta os processos, aquele que executa processos e o arquiteto de soluções. É a TI mudando do perfil executor para o de inteligência”, ressalta. Em companhias de menor porte, assinala, não existe necessidade de manter três profissionais empenhados nessas tarefas. Apenas um com esses três tipos de habilidade já seria o suficiente para sustentar um projeto.
Nesta etapa da concepção da estratégia, a contratação de uma consultoria externa pode colaborar, mas não é condição determinante para uma abordagem de SOA bem sucedida. Uma boa preparação também pode ser feita internamente, especialmente se existir um grupo inteiramente dedicado a SOA, sem conduzi-la como atividade paralela. Novamente, dependendo do porte da empresa, essa tarefa de dedicação integral ao projeto de SOA pode ficar a cargo de uma única pessoa.
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O desenvolvimento do planejamento de SOA deve ser realizado na etapa posterior. Compreender as necessidades das áreas que patrocinam o negócio no curto, médio e longo prazos é outro estágio a ser realizado, assim como a avaliação periódica do andamento desses microprojetos.
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