Gestão
Venda consultiva é apelo de fornecedores em SOA
Para ganhar em competitividade – fugindo da tradicional abordagem de venda de software –, as principais fornecedoras têm apostado nos serviços complementares para abocanhar os clientes.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Da mesma forma como iniciativas de arquitetura orientada a serviços (SOA) passaram a povoar os discursos da maioria dos gestores de TI recentemente, não são poucas as ofertas desse mesmo conceito que começam a ser veiculadas com intensidade pelos fornecedores. E para ganhar em competitividade – fugindo da tradicional abordagem de venda de software –, as principais companhias têm apostado nos serviços complementares para abocanhar os clientes, em especial, os processos consultivos.
A IBM, por exemplo, tem como abordagem tradicional o modelo cíclico de maturidade em sete estágios. Inicialmente é feita uma análise para ver em qual nível a companhia se enquadra e quais os passos necessários para atingir o nível de desenvolvimento almejado.
“A idéia é dar a visão de onde o cliente pode chegar por meio de uma visão cíclica e interativa. A cada projeto, por exemplo, ele deve analisar os ganhos e ajustar a rota que deverá seguir”, comenta Marco Bravo, diretor da área de software da companhia no País.
Bravo ressalta ainda que a companhia defende que “SOA deve ser uma jornada, e não apenas um projeto”, devendo, então, realizar microprojetos com começo, meio e fim. Dessa forma, a IBM incentiva os clientes a pensarem nos pontos de entrada de cada um deles, ou seja, nos motivadores que levam a empresa a seguir tal caminho. O executivo cita algumas dessas motivações que podem justificar microprojetos de SOA: redesenho dos processos de negócios, garantia de fornecimento de informações constantes para os tomadores de decisão e, especialmente, impulso no nível de reuso.
Já a Microsoft aposta na abordagem consultiva feita pelos parceiros e pelo time de vendas. A estratégia é levantar as necessidades de infra-estrutura que o cliente tem, entregar relatórios e mostrar o nível de maturidade atingido: básico, padronizado, otimizado ou dinâmico.
“SOA deve ser visto como um meio, e não como um fim. É uma maneira de aproveitar os serviços de forma mais flexível”, comenta Eduardo Campos, gerente geral da área de servidores. Segundo ele, tal mapeamento endereçado pelo processo de maturidade permite ao cliente ter a noção de qual o caminho a seguir e o que deve ser mapeado a mais.
Campos defende ainda a estratégia de análises periódicas realizadas pela Microsoft, que prevê o estudo dos microprojetos já realizados para garantir que a evolução esteja dentro do escopo planejado.
A BEA tem considerado projetos em três frentes. Na primeira delas, ressalta Daniel Hoe, gerente de marketing da empresa, as iniciativas são conduzidas pela área de tecnologia diante da necessidade da integração de sistemas heterogêneos, como ERP, CRM, sistemas de billing e mesmo legados. Outra tradicional abordagem que a companhia tem trabalhado é aquela característica das empresas que já reconheceram o grande nível de retrabalho que têm conduzido no desenvolvimento de seus projetos. A terceira frente é aquela em que o ponto de entrada é o BPM, em que a empresa orientada a processos de negócios busca fazer a gestão de seus processos de negócios com iniciativas de SOA. Em todos esses modelos, Hoe considera essencial o mapeamento inicial.
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A empresa também trabalha na conscientização dos clients sobre qual o potencial da arquitetura orientada a serviços e como gerenciar expectativas. “Um dos principais erros que verificamos atualmente é a empresa achar que SOA é tecnologia pura. SOA tem três aspectos fundamentais: a potencialidade de integrar sistemas, a necessidade de se mapear processos e de ter governança. A combinação desses três elementos, são fundamentais para um bom processo de SOA”, conclui.
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