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Gestão

SPTrans reduz despesas com melhor desempenho de sistemas de TI

Com apoio da Inmetrics, empresa responsável por gerenciar toda a frota de ônibus da capital paulista melhora o aproveitamento de seu parque instalado e ainda reduz transtornos aos usuários.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

04 de outubro de 2007 - 13h45
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Criado em março de 2004 ainda na gestão de Marta Suplicy (PT-SP) o bilhete único – cartão pré-pago que armazena valores em reais para o pagamento de passagens de ônibus e mais recentemente de metrô e trens – é tido como uma das principais evoluções no transporte público da capital paulista. Além de dispensar o manuseio de cédulas por parte dos passageiros e facilitar o gerenciamento do vale-transporte aos empregadores, o bilhete também permitiu o uso de até quatro ônibus em um período de duas horas ao preço de uma só passagem.

Mas quem utiliza o bilhete todos os dias, dificilmente pensa no complexo esquema de tecnologia que está por trás dele. Esse, na realidade, é o principal objetivo da São Paulo Transportes (SPTrans), responsável por gerenciar toda a frota de ônibus da capital paulista, que busca executar seus sistemas com tal exatidão para que os mais de 200 milhões de passageiros transportados mensalmente não precisem sequer reparar em seu funcionamento. “Quando fazemos um projeto, nossa maior preocupação é exatamente essa: não causar impacto aos passageiros”, comenta Gerson Luiz Martinez, gerente geral de TI da SPTrans.

Para garantir tal precisão nas operações de sistemas de TI é que a SPTrans tem investido em serviços para melhorar o aproveitamento de seu parque tecnológico. Uma parceria com a Inmetrics para serviços de gerenciamento de desempenho de aplicações tem feito com que a companhia extraia o máximo possível de seus sistemas e evite aquisições desnecessárias de hardware.

Os estudos sobre a análise de desempenho começaram há cerca de dois anos, com a integração do bilhete único também ao sistema metroferroviário – composto por metrô e trens. Havia preocupação na elevação expressiva no volume de transações que passariam a ser feitas pelos passageiros, o que poderia sobrecarregar os sistemas e causar o travamento das máquinas, comprometendo as recargas, o processamento dos dados para contabilizar os pagamentos das empresas e mesmo gerar os relatórios.

A sugestão sobre a análise de desempenho partiu de um funcionário da equipe de tecnologia, que já conhecia o trabalho da Inmetrics. “Fizemos uma análise de uma semana para verificar quais seriam os próximos passos, e vimos que existiam muitos problemas de desempenho e aproveitamento nas máquinas. Dessa forma, não precisaríamos adquirir nenhum outro hardware, só melhorar o uso do que já existia”, comenta Martinez. A economia gerada nesse episódio foi de mais de 150 mil reais só com novos equipamentos que deixaram de ser adquiridos. O contrato com a Inmetrics é pago mensalmente e a SPTrans não revela as cifras.

O serviço contratado passou a monitorar, então, o desempenho dos vários softwares executados nos data centers e indicar quais programas necessitam de ajustes. Tal mecanismo também ajudou a SPTrans em novembro do ano passado, quando a companhia se viu diante da necessidade de ter um sistema robusto o suficiente para dar suporte ao crescimento no volume de recargas do bilhete único na véspera do reajuste de tarifa.

Semanas antes, logo que a Prefeitura comunicou o reajuste das tarifas – de 2 para 2,30 reais – para a SPTrans, ela preparou o desempenho de seus sistemas para a iminente corrida às lotéricas. De fato, o projeto deu certo. Em um dia foram 540 mil cartões do bilhete único recarregados sem colapso ou lentidão nos sistemas da SPTrans. Além disso, atualmente, a companhia gerencia mais de 10 milhões de transações por dia com o cartão eletrônico.

De acordo com Martinez, o software da Inmetrics também analisa hoje o banco de dados e o contrato que se restringia à SPTrans também será estendido à Diveo, que hospeda os servidores. O sistema de monitoramento da Inmetrics é fundamental, considera ele, especialmente no processo de bilhetagem da SPTrans, em constante evolução. Com a criação de cartões, implementação de novos sistemas e bilhetes segmentados – como os estudantis e aqueles voltados aos idosos –, existe a necessidade de manutenção da estabilidade nos softwares, para garantir a agilidade essencial nas transações.

Troca do parque
A instalação do serviço da Inmetrics permitiu que a SPTrans postergasse por pelo menos um ano a troca dos servidores e dos equipamentos de storage. “O que era para ter sido feito no ano passado, conseguiremos fazer agora, com mais tranqüilidade”, assinala Martinez.

Hoje, os servidores Risc da SPTrans, hospedados na Diveo, têm entre cinco e seis anos de funcionamento. A idéia é atualizar o parque e tornar algumas máquinas como objeto de contingência. Como parte do pacote de serviços contratado pela SPTrans, a Inmetrics fará o acompanhamento, nos próximos meses, da migração dos sistemas nos estágios inicial, intermediário e final.

Outro projeto em vista pela SPTrans é a implantação do chamado monitoramento contínuo, em que existirá revisão estrutural dos bancos de dados e melhoria no aproveitamento do Infotrans, sistema que informa aos usuários as melhores rotas dos ônibus, metrô e trens na grande São Paulo.

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