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Gestão
Gartner: TI pode reduzir emissões de carbono de empresas
Para consultoria, CIOs precisam estar atentos aos impactos ambientais de toda a organização para poderem determinar onde suas áreas podem ajudar ou reforçar esforços ambientalistas.
IDG News Service
Definir o valor ambiental de TI está se tornando uma "habilidade de negócios crucial" para CIOs à medida em que estas questões ganham peso em decisões sobre investimentos a serem feitos na área. Por outro lado, a área pode contribuir significativamente para tornar uma organização mais ambientalmente sustentável.
Essa é a opinião de Simon Mingay, vice-presidente de pesquisa do Gartner, que apresentou a teoria durante o Gartner Symposium/ITxop, realizado este mês em Cannes. No evento, analistas disseram que as empresas devem se concentrar mais em como a área de TI pode ajudar a reduzir os impactos ambientais das operações de negócios e da cadeia de suprimentos, em vez de apenas analisar o impacto que a área pode ter no meio ambiente.
"TI é apenas um dos muitos contribuintes ambientais de uma empresa. Há outros como desenvolvimento de produtos, cadeia de suprimentos, produção, logística e viagens. Por outro lado, a área de TI tem o potencial de ter impacto ambiental positivo sobre muitos destes outros fatores, ajudando a organização como um todo a reduzir seu impacto ambiental", afirma Mingay.
O analista apresentou o que o Gartner descreve como "os três graus do impacto ambiental de TI", que pode auxiliar os CIOs a encontrar caminhos que ajudem suas empresas a reduzir emissões de carbono. No primeiro grau sugerido pelo Gartner, a área de TI gera impacto pela não utilização de fontes não renováveis de energia.
O segundo grau de impacto é resultado do efeito da TI em operações de negócios e na cadeia de suprimentos, incluindo material e consumo de energia; emissões ou perdas de manufatura e todos os processos operacionais; consumo de papel; energia elétrica e ar condicionado; comutação e mobilidade de força de trabalho, entre outras. O terceiro grau de impacto é causado diretamente pela compra e utilização de produtos e serviços corporativos.
Por exemplo: no caso de um fabricante de automóveis, a energia gasta na montagem dos carros, fabricação e entrega de componentes, e realização de testes são parte do segundo grau de impacto. O combustível utilizado pelo automóvel e suas emissões de dióxido de carbono constituem o segundo grau de impacto. A estrutura TI utilizada na produção constitui o primeiro grau de impacto
Para Mingay, uma vez que se olhe o peso relativo de cada grau dentro de todo o impacto ambiental causado pela empresa, aumentam as diferenças entre setores de indústria. "Na maioria das indústrias de manufatura, onde há um significativo processo de materiais ou onde os processos são particularmente intensivos em gastos de energia, a contribuição de TI no primeiro grau de impacto é pequena, o que sugere que a melhor abordagem seria que a área de tecnologia minimizasse os efeitos de segundo e terceiro graus", explica.
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Em contraste, a contribuição de TI para emissões ambientais é proporcionalmente maior em setores que têm na tecnologia uma parte fundamental de seus negócios, como serviços financeiros e governo. "Entender onde as operações de uma organização têm mais efeito no meio ambiente, assim como a influência dos ciclos de produtos ou de serviços, é crítico para determinarmos onde o maior impacto pode ser minimizado por investimentos ou inovação em TI", conclui Mingay.
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