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Gestão

Governança de TI: o que ela (não) faz por você

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

15 de outubro de 2007 - 07h30
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Foi assim que a Eaton Brasil, companhia do ramo de manufatura, atingiu o marco de 100% de profissionais de tecnologia certificados em ITIL e é parâmetro para as demais filiais da companhia no mundo em relação à gestão do projeto de melhores práticas da biblioteca britânica.

Segundo Jedey Miranda, diretor de TI da companhia para a América Latina, a desmistificação dos aspectos técnicos e a transparência no momento de transmitir às áreas de negócio os objetivos foram fundamentais para fazer uma boa gestão de expectativa. “O CIO não tem que transmitir a sopa de letrinhas, mas sim, falar a linguagem de negócios e engajar outros líderes de área no conceito desses frameworks. Não vou ‘vender’, por exemplo, o CMMI para os diretores de negócio, mas cada um tem o conhecimento do seu papel e de suas iniciativas”, comenta.

Alberto Wajzenberg, superintendente da Coordenação de Organização e Informática em Furnas Centrais Elétricas, comenta que sem uma abordagem consistente sobre custos e impacto na área a ser implantada, fica difícil o gestor de TI transmitir a idéia do que efetivamente será seu projeto. “Foram dois anos de seqüência de implantações em diferentes níveis para implantar modelos de governança. Fizemos um business case com diversas definições e mostramos a que nível de maturidade pretendíamos chegar em curto, médio e longo prazos”, diz o executivo, que comanda as iniciativas para implantação de procedimentos de Cobit, ITIL e PMI.


O fortalecimento de métricas para avaliação de resultados também foi necessário, mas a companhia ainda deverá trabalhar para aprimorar esses controles. Transparência, diz Wajzenberg, é outro fator predominante para garantir que a expectativa sobre o projeto da divisão de negócios esteja alinhada com o que espera o departamento de TI, assim como a definição de um escopo intermediário – não tão pequeno que não dê efeito, e não tão grande que não se consiga alcançar – e especialmente fazer gerenciamento de mudança organizacional, com foco no comprometimento das pessoas.

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Não cheguei onde queria. E agora?
Caso o gestor se dê conta após ter iniciado o projeto que existem brechas consideráveis entre as expectativas sobre o que a governança de TI poderia render em benefícios e o que, de fato, ela pode trazer, o momento não é para total desespero. Parar, tomar fôlego e refletir é a melhor alternativa.

Retomar a discussão sobre métricas de apoio pode ser importante, mesmo porque é possível que a companhia já tenha obtido resultados com o processo de governança, mas a forma de medição ainda não adequada para percebê-los. Olhar para as experiências do vizinho pode ajudar, mas não deve ser procedimento mandatório. A solução que serviu para outras organizações não necessariamente poderá ser boa para sua companhia, seja em virtude das diferenças culturais ou mesmo peculiaridades organizacionais, assinala Dreyfuss, do Gartner.

Analisar quais fatores contribuíram para a não obtenção do resultado desejável também deve ser considerado. Nesse contexto – em que o gestor pergunta a si mesmo o que deu errado –, aspectos da estrutura organizacional novamente podem figurar entre as respostas. “Governança afeta a forma como são tomadas as decisões. Ela mexe com a percepção de poder que existe na organização, algo ainda mais difícil de mudar”, comenta Dreyfuss. Dessa forma, gestão de mudança organizacional também é algo a ser considerado. E em um lugar muito especial na lista de prioridades.

Opinião do Leitor [5 comentários]

GOVERNANÇA É UM PROGRAMA !

De fato o artigo comete um erro que prefiro acreditar que tenha sido de "digitação" trocando a palavra Projeto por Programa e vice-versa, o que confunde a leitura.

Implantar Governança, é um ato contínuo, baseado no Ciclo de Melhoria Contínua de Deming (ou PDCA) onde os Processos de Gerenciamento de Projetos e Serviços são baseados em "Best Practices" dos frameworks mais indicados para a cultura da empresa.

A melhor forma de implantar é: cada conjunto de melhorias ser um objetivo de um Projeto específico, onde todos estes projetos tem um objetivo comum, a Governança, que representa um Programa que deve ser duradouro, para que sempre evolua.

Não há forma estabelecer um Programa de Governança sem ter apoio dos Steakholders, caso contrário este movimento terá muita resistência interna ou mesmo boicotes. Também não se sustenta, principalmente em empresas privadas se for baseada apenas em conformidades com normas, leis, etc.
Se não há alinhamento com o Negócio e obviamente foco nos clientes, que pagam esta "conta", torna-se meramente um conjunto de normas e procedimentos que podem apenas burocratizar e não agregar valor com: redução de custos e riscos e com aumento de qualidade e eficiência, seja esta em forma de lucratividade, produtividade ou outra mais conveniente.

Abs.
OMAR MUSSI.
Omar - 26 Jul 2009, 20h45

Programa ~ Software

Caro Maurício,
eu compartilho de seu ponto de vista. Só gostaria frisar que, me pareceu que no texto diante da fala do vice-presidente do Gartner (Cássio Deytuss) quando ele se refere a programa ele quer dizer sistema de software.
Luiz Augusto - 22 Ago 2008, 10h56

Governança de TI - Programa ou Projeto?

Prezado(a),

Achei um tanto quanto contraditório o tema Governança de TI: o que ela (não) faz por você ...

De acordo com a visão do analista do Gartner, “Governança é um projeto, não um programa. Tem começo, mas nunca tem fim, e modifica as ações de acordo com o que chegar”.

Segundo o PMI – Guia PMBOK, 2004, “um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo... a duração de um projeto é finita. Projetos não são esforços contínuos” por mais extensos que sejam.

Dessa forma, o tema evidencia essa contradição quando diz que: O Yahoo, por exemplo, adotou nos Estados Unidos uma prática batizada de ITopia e criou folhetos, desenhos, camisetas e até frisbees para auxiliar na explicação do programa”.

Por fim, concordo com a consideração da Governança de TI como um programa por entender que à medida em que a Governança de TI corresponde aos objetivos e estratégias organizacionais, às relações e interações entre as áreas de negócios, empresas parceiras e órgãos reguladores, o programa tende a sua maior efetividade quanto a gestão das informações, minimização da assimetria informacional, transparência corporativa, geração de oportunidades, de competitividade, de valor estratégico e controle.

Maurício Pelanda
Mauricio - 19 Out 2007, 08h35
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