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Gestão

Projetos de TI não trazem resultados comerciais positivos em 50% dos casos, diz pesquisa

Pesquisa da The Economist Intelligence Unit – a pedido da Hewlett-Packard (HP) - mostra que TI não está compreendendo as demandas e que não traz a organização desejável.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

15 de outubro de 2007 - 17h41
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O levantamento conduzido pela The Economist Intelligence Unit – a pedido da Hewlett-Packard (HP) com mais de mil gestores de TI em junho deste ano – mostra um cenário preocupante para os profissionais do setor. Em 57% dos casos relatados pelos entrevistados, não mais do que uma em duas iniciativas de TI produziu resultados comerciais positivos.

Além de não trazer benefícios de negócios em nível satisfatório, boa parte desses projetos também não está cumprindo os prazos de entrega pré-estabelecidos. Em quase metade das empresas pesquisadas, 25% ou mais dos projetos de TI são entregues atrasados.

As constatações são dois indícios de que o papel do departamento de tecnologia da informação ainda apresenta certas distorções em relação ao que se espera dele. Ao mesmo tempo, em muitas empresas, a área também não está devidamente orientada para atender as demandas.

“No primeiro caso, pode-se dizer que os números são conseqüência de o departamento de TI não saber claramente o que as áreas de negócio esperam dela. Outro fato é a inexistência de métricas capazes de medir os projetos de TI sob o ponto de vista do negócio”, comenta Wagner Lima, responsável pelas práticas de BTO e ITSM na HP América Latina.

Os atrasos nos projetos podem ser explicados, segundo o executivo, especialmente pelo fato de que o departamento de TI está acumulando demandas indiscriminadamente e se comprometendo com um volume que não consegue cumprir.

Para Lima, é chegado ao momento de as companhias deixarem de ter seus departamentos de TI divididos em silos – em que cada profissional tem uma área de atuação específica que não se comunica com as demais, como aplicações, infra-estrutura, entre outras. Na prática, esse modelo pode ser prejudicial em médio prazo, já que são elaborados projetos sem a interação desejável e que, posteriormente, poderão gerar demandas de novos trabalhos da área de TI.

Além disso, sinaliza Lima, estratégia e desenho são duas etapas de projetos que geralmente são subestimados quando o departamento de TI se divide em silos. A fase de transição tende a difícil e apresenta grande retrabalho, ao passo em que operações também são comprometidas por uma deficiência na etapa de planejamento.

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Orientado a serviços, conforme destaca o executivo, o departamento de TI consegue dedicar atenção igual para todos os processos, especialmente estratégia e desenho do projeto, que são as duas etapas base para se ter um bom projeto.

Opinião do Leitor [4 comentários]

Compromisso com a entrega!

Concordo plenamente que muitas vezes as equipes de TI tem aceito muito mais do que podem entregar. Mas o que vejo mesmo é falta de bons planejamentos de projetos, pessoas adequadas para execução dos trabalhos, análise de riscos bem definidas e um compromisso de entrega verdadeiro! (Mirella Pellizzon - BMC Software)
Mirella - 18 Out 2007, 18h07

Verdade dura. Mudar Foco, o caminho

O texto relata claramente a política das empresas atuais e seus departamentos de RH. Pois eh! "Pai Perdoai-os, pois não sabem o que fazem", terceirizaram tudo para focar no bussinnes, mas esquecem de buscar profissonais que estejam orientados ao desenvolvimento de negócios. Todos os profissionais de uma corporação, até a faxineira, devem entender na base o que a empresa faz, por ela existe, isto já é antigo... mas esqueceram. Criaram sopas de letrinhas das mais diversas requerendo competências, melhores práticas, metodologia de gestão, onde tudo isto é valido, mas se não há pessoas envolvidas no crescimento da empresa, nada irá acontecer. A pesquisa e suas CONSTATAÇÕES, são um fato e estes procedimentos devem ser reavaliados. Lembrar de um velho, mas simples e eficaz ditado: "O Ótimo é Inimigo do Bom!", tentam o Ótimo e nada fazem e o que é bom, ninguém busca...não é Hilário
Nelson Luiz Cardoso - 16 Out 2007, 12h59

Verdade dura. Mudar Foco, o caminho

O texto relata claramente a política das empresas atuais e seus departamentos de RH. Pois eh! "Pai Perdoai-os, pois não sabem o que fazem", terceirizaram tudo para focar no bussinnes, mas esquecem de buscar profissonais que estejam orientados ao desenvolvimento de negócios. Todos os profissionais de uma corporação, até a faxineira, devem entender na base o que a empresa faz, por ela existe, isto já é antigo... mas esqueceram. Criaram sopas de letrinhas das mais diversas requerendo competências, melhores práticas, metodologia de gestão, onde tudo isto é valido, mas se não há pessoas envolvidas no crescimento da empresa, nada irá acontecer. A pesquisa e suas CONSTATAÇÕES, são um fato e estes procedimentos devem ser reavaliados. Lembrar de um velho, mas simples e eficaz ditado: "O Ótimo é Inimigo do Bom!", tentam o Ótimo e nada fazem e o que é bom, ninguém busca...não é Hilário....
Nelson Luiz Cardoso - 16 Out 2007, 12h58
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