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Marilan muda estratégia, finaliza implementação de ERP e acelera entregas

Empresa alimentícia reduz retrabalho, ganha agilidade nos pedidos, com fábrica funcionando em tempo real com área de vendas, segundo relata Alberto Brunassi, gerente de TI.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

31 de outubro de 2007 - 08h45
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Depois de definir que adotaria o sistema de gestão empresarial (ERP) da Baan, que já era usado no chão de fábrica, a Marilan, empresa do ramo alimentício, vivenciou uma experiência de implementação do sistema na área administrativa que se mostrou lenta e não muito bem sucedida. Mas mudou a estratégia e provou um resultado que tem ajudado no crescimento da companhia, que em 2006 faturou 500 milhões de reais.

Essa primeira tentativa foi executada a partir de 2003, quando a companhia percebeu que deveria melhorar a confiabilidade e integridade dos dados, abandonando o software caseiro que usava. “Até porque havíamos feito tantas customizações que gerava retrabalho e divergências nos dados de diferentes departamentos”, conta Alberto Brunassi, gerente da área.

Entretanto, a iniciativa de implementação consumiu recursos acima do previsto e passou do prazo de seis meses para três anos porque não contou com uma equipe dedicada, conforme conta Brunassi, que nesse intervalo deixou de ser só um membro da equipe de TI para assumir a gerência da área.

A principal mudança na condução do projeto, segundo o executivo, foi a seleção de uma equipe dedicada à implementação, formada por cerca de três profissionais de TI, um usuário da área – escolhido a partir do critério de conhecimento do negócio – e um consultor da UniOne, que acompanhou a iniciativa desde o começo. A diferença foi que, em um ano, o cronograma foi cumprido à risca e desde agosto todas as áreas da corporação estão integradas.

O gerente de TI explica também que, além da redução de retrabalhos e do ganho de agilidade, o negócio também teve benefícios. Isso porque antes, a entrada dos pedidos dos vendedores de todo o Brasil acontecia apenas uma vez ao dia.

Assim, um pedido que chegasse pela manhã esperaria até a noite para ser processado, para que só no dia seguinte o caminhão pudesse ser carregado e o pedido entregue. Com o ERP, a qualquer hora do dia, os vendedores em campo podem inserir um pedido e, periodicamente o sistema capta, processa e envia as informações para as áreas envolvidas. “A fábrica passou a funcionar no ritmo das vendas”, conta.

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Na segunda fase, o investimento em um ano foi de 1 milhão de reais, a mesma quantia gasta durante a primeira tentativa, só que executada no triplo do tempo. Assim, neste mês de setembro, a companhia deverá ter pronto também o módulo de orçamento e, com isso, viabilizar até o final do ano a implementação do business intelligence, que foi um motivador para a adoção do novo ERP. “Antes não podíamos ter BI se não usávamos dados confiáveis”, lembra.

Mas a empresa não pára por aí e planeja para o próximo ano parte dos planos a implantação do CRM e de um sistema de supply chain, que deve começar em 2008.

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