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Gestão

Gartner: decisões de compra de SaaS estão driblando a TI

De acordo com o vice-presidente de pesquisas, Ben Pring, a maior parte das aquisições de software no modelo de SaaS não passam pelos gerentes de TI.

Por COMPUTERWORLD

05 de novembro de 2007 - 16h10
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Três quartos de todas as compras de software como serviço (SaaS) são realizadas por gerentes de unidades de negócios e não por gerentes de TI, alerta o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Ben Pring.

O executivo sugere que os profissionais de TI se envolvam nas decisões de compra de SaaS, alertando: “o modelo acontecendo na sua empresa você querendo ou não”, diz.

O SaaS está tornando comum por causa do “mundo insustentável” de software corporativo tradicional de cliente servidor, diz Pring. “Existem algumas verdades inconvenientes na nossa indústria que descrevem os altos níveis de software não usados em empresas como a “culpa secreta da indústria de TI”.

Pring afirma que 65% das licenças da Siebel vendidas antes de a Oracle assumir a fabricante “nunca era colocada em uso”, e a utilização de servidores está também baixa (uma média de 18% em grandes organizações).

O SaaS oferece um desafio para essa era de disfunções rentáveis, argumenta Pring, adicionando: “o Salesforce.com provou o conceito SaaS. Eles mostraram que funciona”. O executivo diz que o modelo oferece um número grande de benefícios: os negócios poderiam pagar pela funcionalidade que eles na verdade precisam e pagam com orçamentos operacionais mais do que com capital – o que permite bastante flexibilidade.

Os usuários não têm de se preocupar com o suporte de infra-estrutura ou com o gerenciamento de software. O SaaS também é mais barato em médio prazo e o desenvolvimento é mais rápido. “Ele é mais fácil, rápido e simples de adesão na companhia”, ressalta.

Mas ele também alerta que o SaaS teve uma queda. A licença de software foi não maior em recursos no livro de usuários, enquanto os gerentes de TI se preocuparam com que tivessem menos controle do portfólio de aplicações.

O SaaS também ofereceu menos funcionalidades por um preço mais baixo do que o software tradicional, observa Pring. “Para alguns usuários a idéia da funcionalidade básica não é a atratividade”.

As relações de segurança e gerenciamento com empresas fornecedoras poderiam também apresentar desafios, pois integrar o recurso com o software existente “vai continuar sendo bastante complicado”, alerta Pring.

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Embora pequeno, o SaaS ainda é conhecido sobre as implicações em longo prazo do modelo SaaS, isso pode provar ser “mais caro em longo prazo” assim como se prova pelo paralelo de emprestar ou comprar um carro.

O fato de que os negócios estavam adotando o SaaS de qualquer jeito fez essencial que os gerentes de TI estejam envolvidos na decisão, trazendo suas experiências para a discussão. Eles deveriam olhar para os produtos de SaaS que combinam uma interface amigável com um sistema “muito robusto e muito industrial”, afirma.

Os compradores deveriam também olhar para a plataforma SaaS como mais do que uma aplicação isolada para permitir o desenvolvimento no futuro de parte externa de aplicações, com o mínimo de integração e desafio de gerenciamento de aplicações. “O benefício real vai vir do SaaS quando você comprar uma plataforma”, finaliza Pring.

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