Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Gestão

Dispersão de projetos: a vilã de uma boa governança de TI

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

14 de novembro de 2007 - 10h30
página 2 de 2


Diferenças regionais
Embora a abordagem de múltiplas metodologias têm agradado, existem diferenças regionais significativas em relação ao aprofundamento de cada uma delas, segundo o executivo. Na Ásia, por exemplo, treinamento e projetos de consultoria em ISO 20.000 se sobressaem, enquanto na Europa, berço do ITIL, o modelo se destaca em termos de maturidade.

Na América do Norte, especialmente Estados Unidos, em virtude dos escândalos fiscais ocorridos recentemente, treinamentos e projetos de consultoria relacionados a Sarbanes-Oxley se sobressaem, mesmo entre empresas que não necessariamente estejam submetidas a essas regulações. Muitas optam por conhecer princípios de transparência e até mesmo em aprofundá-los para melhorar seus processos internos.

Em outro ângulo, ITIL também ganha destaque, embora não com o mesmo fôlego do Canadá – já bastante avançado nessa área. “Os Estados Unidos são um tanto mais resistentes a coisas que vêm de fora, como o ITIL, criado na Europa, mas mesmo assim ainda existe um índice grande de adoção”, comenta.

Já a América Latina é considerada um dos mercados de maior potencial na área de governança de TI para a Quint, em virtude da abertura e disposição para implantar novos conceitos, especialmente da biblioteca britânica. Segundo dados da EXIM, órgão certificador, só no ano passado o Brasil representou 5% do volume mundial de ITIL Foundation, com 8 mil certificados. “Particularmente a região da América do Sul é sempre receptiva a novas tendências em governança procedentes de outros países”, diz.

Cobertura especial: ITIL 3.0
> ITIL 3.0 propõe nova forma de organização
> O ITIL 3.0 é lançado no Brasil
> Instituições que oferecem cursos na nova metodologia
> O que muda para a certificação em ITIL 3.0
> 58% das empresas brasileiras usam ITIL, diz itSMF

Preferências por metodologias à parte, a tendência é que a procura por consultoria e apoio em projetos de governança de TI cresça gradualmente em todo o mundo, chegando a superar a fase atual de disseminação de conceitos. Herwaarden destaca que hoje a procura por treinamento em frameworks quase empata com a demanda por consultoria e implantação de projetos, o que denota fase de amadurecimento da governança de TI nas corporações globais. No entanto, à medida que esse ciclo de aprendizagem se completa, devem aumentar os serviços relacionados a projetos efetivamente.

Hoje projetos de consultoria representam cerca de 55% da receita da Quint no mundo e os de educação, os 45% restantes. Já nos próximos anos a previsão é de chegar à proporção de 75% consultoria frente a 25% de treinamento, segundo o CEO. “Nessa fase de amadurecimento acredito que as empresas vão perceber os benefícios de se ter projetos integrando diversas metodologias, dará ainda mais inteligência ao controle da TI”, resume.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld