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Gestão

Por que o ITIL está na moda?

Dentre todos frameworks de governança, esse é o mais próximo da área de tecnologia da informação. Entretanto, mais do que isso, o sucesso existe por estar ligado a serviços.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

05 de dezembro de 2007 - 16h39
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O ITIL é uma urgência. Segundo Sérgio Rubinato, vice-presidente do itSMF Brasil, os executivos CIOs sabem muito bem de que não têm controle absoluto de suas áreas e que não têm respostas precisas sobre a condição de suas operações. “Não está na ponta da língua o custo das operações, o tempo de resposta a pedidos e muito menos a eficiência das atividades realizadas”, comenta. Portanto, CIOs espertos sabem que precisam reagir, até porque também percebem que as áreas de negócio estão descontentes. “Eles estão sem alternativa”, declara.

Com o alerta vermelho acesso, o framework de governança de TI é cada vez mais procurado pelas empresas como uma alternativa para organizar e mudar um cenário que hoje não está satisfatório. Ao mesmo tempo, entre as outras opções de governança, o ITIL é o que mais se encaixa em serviços. “E, hoje, tudo é serviço, inclusive o que um departamento faz pelo outro na rotina das empresas”, diz.

A tarefa do ITIL, então, é trazer bom senso às áreas. Apesar de atraente e ótimo na proposta, a prática é mais difícil do que se imagina. Conscientizar os funcionários de realizar procedimentos padrões é incrivelmente complicado. Na América Latina, em especial, isso é ainda pior. “As pessoas baseiam suas relações de trabalho em critérios pessoais e fazem avaliações emocionais para fazer ou não algo acontecer na empresa ou no departamento. Isso é exatamente o contrário do que prega o ITIL”, explica.

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De acordo com Rubinato, entretanto, a área de TI é a mais resistente a tudo isso. Os profissionais do setor não conseguem olhar para o tema como uma oportunidade de desenvolvimento. “Eles não querem aprender nada que não está relacionado à TI”, garante.

Mas, para que a empresa tenha sucesso – ou crescimento – é mais fácil aderir a boas práticas mundiais definidas mundialmente a partir de companhias que apresentaram resultados positivos. Em vez disso, muitos preferem se sentir “especiais” e ignorar os ensinamentos.

O vice-presidente do itSMF Brasil traça um bom paralelo para ilustrar a situação. Se você quer ser um maratonista, tem duas opções: criar uma rotina de treinamentos baseada nas melhores práticas do recordista mundial ou ficar sentado no sofá tentando melhorar o tempo. “Nas empresas, é a mesma coisa”, defende.

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