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Intel e Nokia anunciam ações em prol do meio ambiente

Para especialista, investimentos em energia renovável devem ajudar não apenas o ambiente, mas a imagem dessas companhias.

Por IDG News Service

29 de janeiro de 2008 - 16h10
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A Intel, maior fabricante de chips do mundo, e a Nokia, líder mundial de telefones celulares, planejam reduzir o impacto de seus negócios sobre o ambiente, segundo anúncios realizados separadamente pelas empresas.

Enquanto a Nokia juntou-se ao Climate Savers Program, do World Wildlife Fund (WWF), a Intel planeja comprar 1,3 bilhão de kilowatt/hora por ano em certificados de energia renovável. Isso fará da Intel a maior compradora de energia verde dos Estados Unidos.

Comprar certificados de energia renovável, porém, não é a mesma coisa que comprar e utilizar diretamente a energia renovada. A Intel está fazendo a compra através da Sterling Planet, uma companhia que então distribuirá o investimento a uma variedade de produtores de energia verde nos EUA.

Esses produtores utilizam fontes de energia como sol, vento, água e biomassa para produzir a energia com a qual eles abastecem alguns pontos. Eles se apóiam na compra de créditos de carbono para ajudar a custear seus negócios, explica Matt Clouse, diretor da Green Power Partnership, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

A compra de créditos de carbono é uma forma de a Intel apoiar ações de energia verde, ainda que considere difícil comprar esse tipo de energia para utilizar diretamente em suas operações. Bill Calder, porta-voz da Intel, disse que a compra dos certificados pode ajudar a empresa a acompanhar o seu real impacto sobre o ambiente, bem como alcançar metas ambientais, ainda que ela considere o custo da energia verde proibitivo.

“Muitas das companhias que estão comprando energia verde lidam diretamente com o consumidor e investem grandes quantias em marketing para a sua marca e produtos. E esta é uma boa maneira – e de custo reduzido – de fazê-lo, além de também atender a aspectos ambientais que melhorem a sua imagem”, afirma Clouse.

A Intel não revelou o custo do 1,3 bilhão de kilowatts hora por ano. Porém, Clouse estima que a empresa deva pagar entre 2 e 4 dólares para cada mil kilowatts, o que totalizaria um investimento anual de entre 2,6 milhões e 5,2 milhões de dólares. “Esta é uma abordagem de marketing bastante econômica”, avalia Clouse.

Nesta segunda-feira (28/01), a Nokia anunciou que utilizará energia verde para alimentar metade de suas instalações até 2010, e reduzirá seu consumo total de energia em 6% até 2012. Desta forma, a companhia juntou-se também ao programa WWF. Além disso, a companhia afirmou que também planeja reduzir o consumo de energia dos carregadores de seus telefones celulares.

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Recentemente, o Greenpeace derrubou a Nokia da primeira colocação para o nono lugar no ranking de fabricantes de eletrônicos. Embora tenha elogiado os esforços da fabricante finlandesa para reduzir o uso de elementos químicos ofensivos em seus produtos, a organização disse que a companhia fez um trabalho muito pobre no que diz respeito ao apoio a programas de reciclagem em alguns países.

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