Gestão
Seis tendências de aplicações corporativas
Como as mudanças do mercado, como consolidação de fornecedores, afetarão sua vida em 2008
Por CIO
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Se 2007 servir de indício do que está por vir, em 2008 as empresas usuárias de aplicações corporativas caras, como ERP, CRM e sistemas de gestão de supply chain, podem esperar mais mudança envolvendo alianças de fornecedores, esquemas de preços e inovação de software.
Acrescentem-se a isso previsões econômicas sombrias para 2008 que poderão trazer conseqüências financeiras significativas para os CIOs e seus budgets de TI.
Frente a um panorama financeiro incerto, parece que os CIOs (outra vez) serão instados a fazer ainda mais com ainda menos em 2008. E em nenhum outro segmento isso é mais crítico do que nas plataformas de software e aplicações corporativas core de uma empresa.
Com a globalização, mudanças rápidas no mercado, uma força de trabalho em transformação e regulamentações, o desejo de ter aplicações mais ágeis e utilizáveis passou a ser um imperativo do negócio, segundo Sharyn Leaver, diretora de pesquisa de processos e aplicações de negócio da Forrester Research. “Resultado: os profissionais de processos e aplicações são desafiados a fornecer aplicações mais ágeis e utilizáveis.”
Além disso, de acordo com Jeff Woods, vice-presidente de pesquisa do Gartner, a pressão crescente para “extrair benefícios de negócio reais” de sistemas corporativos e, ao mesmo tempo, beneficiar-se de avanços em tecnologias como SOA para estabilizar ambientes de computação leva os CIOs a “tomar decisões estratégicas mais importantes do que aquelas pré-Y2K”.
Veja as seis áreas que terão grande impacto sobre os planos corporativos dos CIOs em 2008:
1- Maior consolidação de fornecedores de aplicações
A IBM compra a Cognos. A Oracle abocanha a Hyperion. A SAP engole a Business Objects. A HP fica com a Opsware. E a Microsoft adquire diversos fornecedores de software.
O ano que passou será conhecido para sempre como o ano da consolidação e das aquisições de software corporativo. Os grandes (SAP, Oracle, IBM, Microsoft) desembolsaram bilhões por concorrentes menores que ofereciam conjuntos de aplicações irresistíveis.
O que, então, os CIOs devem esperar em 2008? Uma pesquisa da empresa de consultoria em tecnologia The 451 Group aponta que a indústria de software espera mais fusões. Mais de 85% dos profissionais de desenvolvimento corporativo em empresas que compraram outras ao longo do ano “pretendem manter ou aumentar os níveis de atividades de fusão e aquisição nos próximos 12 meses” e metade das organizações prevê aumentar os gastos nesta área. A pesquisa ouviu profissionais de desenvolvimento e estratégia corporativos de empresas que, juntas, gastaram mais de US$150 bilhões para comprar perto de outras 500 nos últimos cinco anos. Menos de 10% dos entrevistados acreditam que o volume de aquisições cairá.
Uma pesquisa realizada pela Duke University e CFO Magazine descobriu que 40% das organizaçõe norte-americanas planejam adquirir ativos em 2008. Um terço destas pretendem comprar uma ou várias empresas e 22% têm planos de adquirir ativos de outra empresa, mas não a empresa inteira.
Leaver, da Forrester, acredita que em 2008 haverá mais consolidação, principalmente em conjuntos de aplicações nicho, mas não tanto quanto em 2007. “Não há muitas ofertas realmente grandes.”
2- Crescimento do ecossistema de fornecedores
Antes de revirar os olhos diante de mais uma buzzword dos fornecedores, como “ecossistema”, pelo menos considere a lógica e a importância potencial da Nova Ordem Mundial da gestão de fornecedores em 2008.
Como extensão natural de toda a consolidação e com um leque menor de players médios e grandes (obviamente, há milhares de fornecedores de software menores), os CIOs terão menos opções. Dito isso, os fornecedores se conscientizam de que a inovação e seu sucesso futuro estão ligados ao seu relacionamento com players menores, parceiros de negócio e comunidades de desenvolvedores.
Portanto, quando os CIOs compram um pacote de software SAP ou Oracle, devem fazer o dever de casa e descobrir quais organizações e alianças fazem parte do ecossistema de SAP, por exemplo, e como elas se encaixam nas estratégias de tecnologia corporativa. “O sistema ERP é, basicamente, uma plataforma em torno da qual um ecossistema de desenvolve”, diz Woods, do Gartner. “É assim que você deve encarar o sourcing de seu ERP hoje, e esta tendência será ainda dominante no futuro.”
Leaver, da Forrester, enfatiza que o papel do CIO não deve ser o de “observador” de suas estratégias de investimento de aplicações (por exemplo, permitir que um ou dois grandes fornecedores conduzam as estratégias). Na realidade, o CIO precisa ser mais pró-ativo em relação a determinar o ecossistema do fornecedor que casa melhor com sua própria estratégia de longo prazo para ERP.
Isso é vital porque se o ecossistema do fornecedor inclui aplicações específicas da indústria (setor de varejo, por exemplo) que satisfazem suas necessidades de longo prazo, você terá mais facilidade para identificar sua próxima killer application e integrá-la ao seu backbone ERP.
As diferenças nos planos dos grandes fornecedores são evidentes, diz Woods. A Oracle comprou ou desenvolveu internamente aplicações específicas para o varejo e telecomunicações, por exemplo, enquanto a SAP se apoiou em sua plataforma e seus parceiros para desenvolver futuras killer applications.
Os CIOs não devem subestimar a importância daquilo que o ecossistema de cada fornecedor pode oferecer. Uma plataforma não sobrevive muito tempo sem uma killer application, alerta Woods
Ecossistema?
Palavra nova para coisa velha. Estas parcerias comerciais servem muito mais aos fornecedores do que aos clientes. Acho um erro estratégico depender de "ecossistema" do fornecedor. A organização deve ter o seu "ecossistema", adequado as suas necessidades e processos. A não ser que o CIO goste de ser refém de tecnologias e soluções.
Heitor - 14 Fev 2008, 16h56
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