Gestão
Seis tendências de aplicações corporativas
Por CIO
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3- Concorrência acirrada prossegue
Embora a concorrência neste espaço sempre tenha sido intensa, os CIOs podem esperar mais corpo a corpo entre os fornecedores de aplicações corporativas. “Não vislumbro, nesta altura, que a concorrência será menos intensa”, afirma Woods. E esta é uma boa notícia para os CIOs.
Mesmo que os fornecedores acumulem áreas de expertise e plataformas de tecnologia (através de desenvolvimento orgânico ou aquisição) e se tornem grandes economias em si mesmos, ainda restam muitos fornecedores para jogar um contra o outro nas negociações, dizem os analistas. Ou seja, “ainda há muita margem”, observa Woods.
Conselho para os CIOs: não tenham medo de jogar os fornecedores uns contra os outros. “Os fornecedores estão mais inteligentes em relação a quando competir e quando coordenar, e pelo que vale a pena ou não lutar”, diz Woods. Se seu negócio é um daqueles pelo qual vale a pena lutar, você deverá fazer um ótimo negócio em 2008.
Além do mais, com tantas fusões e aquisições recém-saídas do forno, agora é a melhor hora para negociar contratos de manutenção mais longos e comprar novos módulos com descontos significativos, acrescenta Ray Wang, analista-chefe da Forrester. “Nos anúncios pós-fusões, os representantes de vendas vão oferecer negócios mais favoráveis para reforçar o status de empresa independente.”
4- Já conhecemos os Golias. Não nos esqueçamos dos Davids
Os fornecedores corporativos Golias não são conhecidos pela inovação. Já os fornecedores menores, sim. “Eles são capazes de oferecer aplicações dinâmicas rapidamente”, diz Leaver.
No futuro, estes pequenos fornecedores vão criar aplicações com mais flexibilidade e adaptabilidade “plug and play” do que as oriundas dos departamentos de P&D das empresas maiores. Leaver observa que a maioria das aplicações dos pequenos fornecedores está sendo desenvolvida para rodar sobre o IBM Websphere, SAP NetWeaver e produtos middleware Oracle de modo que os departamentos de TI possam “configurá-las e modificá-las on the fly”. Assim, o pessoal de TI pode se preocupar menos com decisões de arquitetura e basear suas compras na utilidade da própria aplicação.
Albert Pang, diretor de pesquisa de aplicações corporativas do IDC, salienta que toda esta inovação resultará em mais aplicações Web 2.0 e estilo consumo para usuários corporativos. “Não vai demorar muito para que usuários de negócio se beneficiem de ferramentas de fornecedores como a Serena Software, que lhes possibilitem criar conteúdo para mashup on the fly.”
Mashups de negócio podem fomentar aplicações de contabilidade financeira que permitem aos usuários incorporar variáveis externas (previsão meteorológica e estudo de impacto ambiental, por exemplo) aos seus processos de planejamento financeiro, previsão e relatório, sem falar na avaliação de risco dos retornos de seus investimentos.
A mensagem mais importante para os CIOs, avisa Pang, é equilibrar seu cenário de sistemas de maneira a não deixar que um único fornecedor tenha influência indevida sobre suas estratégias. “Quando isso acontece, eles podem jogar um contra o outro e beneficiar-se de todos estes esforços de desenvolvimento que estão em curso.”
Ecossistema?
Palavra nova para coisa velha. Estas parcerias comerciais servem muito mais aos fornecedores do que aos clientes. Acho um erro estratégico depender de "ecossistema" do fornecedor. A organização deve ter o seu "ecossistema", adequado as suas necessidades e processos. A não ser que o CIO goste de ser refém de tecnologias e soluções.
Heitor - 14 Fev 2008, 16h56
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