Gestão
Seis tendências de aplicações corporativas
Por CIO
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5- O que acontecerá com as taxas de manutenção de licenças corporativas?
Os CIOs sempre reclamaram do impacto das taxas de manutenção de software corporativo. Os custos, que historicamente ficam em torno de 22% ao ano para implementações corporativas, representam um imenso golpe financeiro para muitos departamentos de TI.
Quando os fornecedores enfatizam aprimoramentos táticos como o principal valor proporcionado pela manutenção, as pessoas se perguntam o que estão obtendo realmente em troca do dinheiro gasto com manutenção, observa Woods.
Ao longo de 2005, muitos CIOs cogitaram terceirizar ou terceirizaram totalmente a manutenção de sistemas ERP ou CRM para empresas como a TomorrowNow ou a Rimini Street. Mas a ação que a Oracle impetrou contra a TomorrowNow (e contra a SAP, proprietária da TomorrowNow) e equívocos da SAP ao lidar com a situação toldaram o modelo de negócio de manutenção por terceiros.
Mesmo assim, a manutenção terceirizada atraiu interesse de executivos de TI e continuará a fazê-lo em 2008. “A TomorrowNow é uma manifestação do mercado questionando o valor da manutenção”, diz Woods. “Quase todo mundo pergunta se pode repensar a abordagem da manutenção. Este terceiro vai detonar a manutenção por completo ou estabilizar o sistema? Esta é a grande questão do momento.”
Um dos principais motivos da frustração dos CIOs é que alguns fornecedores não estão se saindo muito bem em preparar o caminho para a próxima geração de ferramentas corporativas, segundo Woods. “É uma decisão complicada e não existem respostas fáceis. Tem que estar vinculada ao portfólio corporativo de estratégias e riscos.”
Obviamente, as taxas de manutenção são infames para suas margens de 90%. O que torna os fornecedores deploráveis só de falar sobre elas, quanto mais considerar fazer mudanças significativas. Leaver, porém, acredita que isso poderá começar a mudar em 2008. Se quiserem deixar seus clientes atuais felizes, “os fornecedores de aplicações terão que repensar esquemas de preço e taxas de manutenção”.
6- Supply chain fica ainda mais wireless — e perigoso
As tecnologias wireless vão continuar a influenciar o futuro do supply chain. Na vanguarda e atraindo grande parte da atenção está RFID, que continuará a se expandir em 2008, prevêem os analistas.
Mas foram outros avanços, como o maior uso de tecnologias wireless para transmissão de dados e transações operacionais em centros de distribuição, que tornaram o supply chain ainda mais eficiente.
Os analistas, entretanto, destacam que “sem fio” não significa “sem risco”. Um relatório recente da Retail Systems Research (RSR) mostra a dependência crescente em relação às tecnologias wireless e os riscos monumentais impostos pela nova safra de dispositivos no supply chain e em outros segmentos.
Steve Rowen, analista da RSR, descreve assim a situação atual: os atacantes wireless, que agora têm motivo e conhecimento tecnológico, identificaram “o tratamento negligente do fluxo de dados nas empresas como uma oportunidade viável, estendendo-se ao alcance de facções criminosas altamente organizadas”. O roubo de dados dos clientes dos varejistas passou a ser um grande negócio, avalia Rowen.
Primeiro conselho de Rowen para o ano de 2008: eleve a conversa. “Os programas de segurança mais bem sucedidos são os que atraem o interesse de executivos C-level — e o quanto antes”, ensina. “Este processo vai variar ligeiramente de um varejista para outro, mas costuma ser composto de uma apresentação conjunta do status atual — e necessário — da segurança da empresa para a diretoria.
Ecossistema?
Palavra nova para coisa velha. Estas parcerias comerciais servem muito mais aos fornecedores do que aos clientes. Acho um erro estratégico depender de "ecossistema" do fornecedor. A organização deve ter o seu "ecossistema", adequado as suas necessidades e processos. A não ser que o CIO goste de ser refém de tecnologias e soluções.
Heitor - 14 Fev 2008, 16h56
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