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Experiências derrubam os cinco mitos da RFID
Por CIO
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Há cinco razões principais para isso. Atrás de cada mito, como você verá, existe uma dose muito menor de realidade.
1. Tags RFID são dispositivos antifalsificação.
Telefone para a maioria das empresas farmacêuticas e peça para falar com o grupo mais envolvido em testar a tecnologia RFID. Provavelmente o departamento de segurança não atenderá ao telefone. As iniciativas RFID em andamento nos três maiores atacadistas de medicamentos dos Estados Unidos são um bom exemplo. Na McKesson, a empreitada ficar a cargo da unidade de distribuição farmacêutica.
Na AmerisourceBergen, a pessoa responsável atua na área de “soluções integradas”, que abrange teste e implementação de novas tecnologias. Na Cardinal Health, a tarefa cabe aos serviços de supply chain, que faz parte de operações. Isso porque uma tag RFID, antes de tudo, é um dispositivo de rastreamento, não de segurança.
Os próprios fabricantes de tags RFID não são empresas de segurança, reclama Johnston. “As tags são produzidas por fabricantes de semicondutores para fins de estoque.”
É verdade que uma tag RFID tem potencial como dispositivo de segurança quando incorporada a um esquema maior. Mas não é um dispositivo antifalsificação como um rótulo com holograma, por exemplo. Uma leitora RF não é capaz de ler informação em uma tag RF — mesmo criptografada — e fornecer ao consumidor a garantia de que o produto é autêntico. A tecnologia RFID é tanto um meio de facilitar a documentação necessária para criar um “pedigree” eletrônico do remédio (o registro de sua jornada através do supply chain) quanto um componente de um sistema muito mais complicado conhecido como “track and trace”, que envolve comunicação com a origem do medicamento ou alguém que a conheça. O que nos conduz ao segundo mito.
2. A tecnologia RFID é necessária para rastrear a movimentação de medicamentos legítimos.
Na AmerisourceBergen, quando estiver concluído, um complexo projeto piloto “track and trace” permitirá que o distribuidor de US$61 bilhões verifique a origem de qualquer remédio que passa por suas instalações. Curiosamente, no escopo do projeto, a tecnologia RFID é uma parte pequena — e que (espera-se) fará a empresa operar com maior velocidade, porém não maior segurança. O componente da tecnologia que autentica realmente os medicamentos é um registro controlado pela VeriSign, conhecida por seus produtos de certificação digital.
Shay Reid, vice-presidente de soluções integradas da AmerisourceBergen, explica. Os remedidos que têm tags RFID são lidos por uma leitora RF, mas o mais crucial, do ponto de vista da segurança, é o que acontece em seguida: comunicação bidirecional. “Se sou o proprietário legítimo e a VeriSign puder atestar que realmente recebi o produto de um parceiro de negócio upstream, me dará um número de certificação que me permitirá distribuir o produto downstream”, diz Reid. “Se a empresa não conseguir atestar que sou o proprietário legítimo, a transação será recusada.”
Um truque: normalmente, os produtos marcados com tags RFID também são marcados com um código de barras 2D, semelhante ao código de barras tradicional, mas com mais informação. Segundo Reid, “2D é o backup”.
A queixa mais comum relacionada às tags RFID é serem instáveis. Foram reportadas taxas de leitura com 70% de precisão, e esta precisão pode ser especialmente difícil em caso de remédio líquido ou embalagem metalizada. (Para ser justa, a tecnologia RFID avançou muito nos últimos dois anos e os testes com tags mais recentes estão muito mais animadores. Os últimos testes da Cardinal Health apontaram 99 % de precisão nas taxas de leitura e nenhum efeito adverso de líquidos ou metais.)
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Por enquanto, porém, o código de barras 2D é considerado um identificador mais confiável do que a tag RFID — embora demore mais para ser lido porque não pode ser escaneado através de material de embalagem usando ondas de rádio.
O ponto crucial de ambos os mecanismos de identificação é que cada recipiente seja rotulado com um número serial exclusivo. Assim, depois que o vidro número 1894892432 é recebido por uma farmácia em uma cidade, outro vidro com o mesmo número não pode ser autenticado por uma farmácia em outra cidade. Do contrário, os falsários poderiam criar tags RF ou códigos de barra 2D falsos com a mesma facilidade com que fabricam remédios falsos, e não haveria um centro de informação identificando as duplicatas.
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