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Experiências derrubam os cinco mitos da RFID
Por CIO
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3. A tecnologia RFID pode ser usada para identificar as próprias pílulas, pastilhas e substâncias.
Quando os adeptos de RFID apregoam a tecnologia como a solução para remédios falsificados, James Christian, da Novartis, se apressa em explicar que ninguém marca os remédios, só a embalagem.
“Encontramos produtos falsificados em embalagem autêntica e produtos autênticos em embalagem falsificada”, diz Christian, CSO da empresa de US$37 bilhões, que fabrica uma variedade de remédios vendidos com e sem receita médica. “O que importa não é a embalagem.”
Além do mais, os produtos farmacêuticos são embalados rotineiramente e legalmente tanto nos Estados Unidos quanto na União Européia. “Mesmo que uma empresa farmacêutica invista muito dinheiro para inserir dispositivos de segurança em uma embalagem, o produto pode ser transferido legalmente para uma embalagem sem dispositivo de segurança”, observa Christian. “E alguém fica com uma coleção de embalagens autênticas contendo dispositivos de segurança, que pode jogar fora ou usar de outra maneira.”
Na opinião de Christian, pelo menos, mudar as regras de distribuição de medicamentos legítimos pode ser mais eficaz do que usar tecnologia RFID no combate a medicamentos falsificados. Talvez seja preciso mudar as leis de reembalamento ou aumentar as multas para os falsários. Resta ver realizar essas ações ficará mais fácil.
4. A tecnologia RFID permitirá que os consumidores verifiquem se compraram produtos legítimos.
A meta de usar tecnologia RFID como parte de um “pedigree” eletrônico ou programa track-and-trace é possibilitar que os consumidores saibam que os remédios que têm no armário são autênticos. “O consumidor final se beneficia ao saber que o produto que está comprando veio de onde deve vir”, diz Julie Kuhn, vice-presidente de operações e serviços de supply chain da Cardinal Health, atacadista de US$81 bilhões.
Mas ninguém —nem a FDA, nem os programas piloto no setor privado — está propondo um meio de o consumidor validar os produtos. Na realidade, provavelmente as tags RFID serão desativadas antes de chegar às mãos dos consumidores. Isso se deve, em grande arte, ao medo de que as lojas possam usar a informação contida nas tags RFID para saber qual vidro de remédio uma cliente tem na bolsa.
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Mesmo que os Estados Unidos adotem um programa track-and-trace baseado em tecnologia RFID, os consumidores vão continuar recorrendo a algo tão antigo quanto a confiança no farmacêutico local. “Os pacientes confiam na licença que os estados concedem às farmácias e acreditam que as farmácias só estão comprando produtos legítimos”, diz Carmen Catizone, diretora executiva da National Association of Boards of Pharmacies. “Mas, no momento, eles não podem fazer isso porque não conhecem a procedência dos medicamentos.
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