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Tecnologia de polícia para prender bandidos

Vídeos mostram o equipamento de alta tecnologia que os policiais utilizam para combater a criminalidade e promover a segurança pública

Por Computerworld, EUA

22 de fevereiro de 2008 - 17h40
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Você já se perguntou o que aquele guarda está fazendo na viatura parada atrás do seu carro com as luzes piscando, enquanto você procura seus documentos com o coração acelerado?

Se você estiver nos EUA, o mais provável é que ele esteja pesquisando sobre você em um notebook e encontrando um volume surpreendente de informações.

De acordo com o tenente Paul Shastany, do Departamento de Polícia de Framingham, em Massachusetts, os laptops nos 24 carros de radiopatrulha do órgão são a inovação tecnológica recente mais importante para auxiliar o trabalho da polícia.

“Podemos obter, imediatamente, informações sobre as carteiras de habilitação das pessoas que paramos por violações, bem como sobre o status de ‘procurados’ pela justiça”, diz Shastany. “Conseguimos  localizar um número maior de pessoas desaparecidas e ‘procuradas’ graças aos notebooks nas viaturas”, comemora. E muito mais informações estão disponíveis para policiais em ronda.

Mas a tecnologia tem um custo. Esqueça os laboratórios futuristas e os dispositivos tecnológicos fantásticos que você vê na série de televisão CSI e em filmes de crimes. Na vida real, a polícia se vira com o que os governos municipais carentes de dinheiro podem gastar, o que não costuma ser muito.

Como explica o oficial de polícia Ed Burman, as pessoas pedem redução de verba para tecnologia. “Elas perguntam qual a necessidade de tecnologia. Apenas querem ver um policial em um carro na rua, não percebem o que precisa ser feito nos bastidores”, diz.

“Custo-benefício” é um termo que Burman emprega com freqüência quando descreve a utilização de tecnologia pelo departamento de polícia. Aliando criatividade, subvenções e doações, o departamento usa surpreendentemente bem o que tem à disposição para desempenhar suas funções. O órgão conta com 121 policiais e 11 funcionários civis de apoio e tem uma verba anual de cerca de 11 milhões de reais.

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Até meados do ano passado, revela Burman, o departamento de TI do departamento de polícia se esteava em dois antigos servidores Alpha da extinta Digital Equipment Corp. “Quando eles foram adquiridos, em 1992, foram previstos para durar cinco anos.”

Porém, com a ajuda de um upgrade que custou 150 mil dólares, os policiais agora têm uma quantidade de informações fantástica prontamente disponível.

Tudo começa nos carros de radiopatrulha, equipados com notebooks Panasonic Toughbook e aplicativos da Keystone Information Systems que permitem aos policiais investigar suspeitos e enviar relatórios diretamente para o centro de operações.

Framingham está no processo de implementar uma rede mesh Wi-Fi metropolitana para que as viaturas permaneçam online o tempo todo. Mas, por enquanto, os policiais preenchem relatórios e dirigem até um hot spot Wi-Fi para transmitir seus dados por meio de uma rede privada virtual. Para eliminar custos mensais recorrentes, é utilizada radiofreqüência, ao invés de tecnologia celular.

Quando estão online, os policiais nos carros da radiopatrulha podem ver instantaneamente onde se encontram e o que estão fazendo todas as outras viaturas. Isso é extremamente importante para a segurança dos policiais, observa Burman.

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