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Gestão

CIOs criam métodos para manter fornecedores sob controle

Por Marina Pita, da CIO

25 de fevereiro de 2008 - 12h37
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A forma de gestão informal, no entanto, ainda não satisfez a CIO. Em 2008, ela pretende “evoluir da resolução de incidentes, para a resolução de problemas”. Tânia não pretende criar um VMO, mas começar a classificar os incidentes que ocorrerem mais de uma vez como problemas para serem estudados por um grupo de TI em parceria com o fornecedor. “Trabalhamos muito com o conceito Toyota de produção, no qual se pergunta por que uma coisa aconteceu em cinco níveis para, assim, chegar à raiz do problema”, explica ela.

Em cima do muro
“Você não quer que o gerenciamento de fornecedores de TI seja uma função exclusiva da área de TI ou uma função separada na organização”, diz Dan McNicholl, chief strategy officer de TI da General Motors. “Você precisa balancear as competências, habilidades especiais e relações externas”, diz ele.

Em sua visão, entre as diversas formas de instituir um VMO formal, a mais comum é o modelo virtual, onde você assina procurações e outros requisitos legais para o gerenciamento de contratos. Nesse modelo, os gerentes de negócio são usados para coordenar todos os aspectos específicos do relacionamento da área com o fornecedor e a equipe de tecnologia fica responsável por acompanhar as tendências do mercado que podem alterar as necessidades e exigências.

Nessa forma de organização, você mantém a relação típica de cliente com fornecedor, ou seja, engenheiros trabalham com equipes de fornecedores. “O gerenciamento de fornecedores precisa passar por todos os níveis”, diz McNicholl, “e só então coordenado”.

Em 2005, quando a General Motors optou pelo multisourcing – com seis grandes fornecedores - os padrões dos contratos de TI foram definidos globalmente por um grupo compostos por pessoas de TI, compras e jurídico. “No final das contas, nós somos responsáveis por que os serviços previstos sejam entregues adequadamente para os clientes finais. Mas quando temos necessidade de uma nova compra, vamos fazer à luz dos contratos firmados globalmente. Quem faz a emissão da ordem de compra é a área de compras. Se houver necessidade, acionamos a área jurídica,” explica Hélio Silva, gerente de planejamento estratégico da área de sistemas e informação da General Motors do Brasil.

Para Silva, porém, a estrutura flexível da montadora só funciona porque a área de sistemas e serviços (TI) é organizada em três grupos: IT Business Management, Desenvolvimento e Criação e, por último, Operacional. Além disso, “a GM, como indústria automobilística, tem escola em terceirização”, conclui.

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