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Gestão

CIOs criam métodos para manter fornecedores sob controle

Por Marina Pita, da CIO

25 de fevereiro de 2008 - 12h37
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Uma terceira equipe, IT Administration and Finances, entra em cena quando algum problema maior acontece. “Ficam com a parte mais burocrática, cuidam dos contratos do ponto de vista jurídico (por isso, esta equipe envolve parte do jurídico). Avalia se está tudo certo do ponto de vista de auditoria. Levanta, por exemplo, o índice de renovação. Controla administrativamente os contratos”, explica Andréa.

Benefícios do gerenciamento de contratos formal e centralizado
“Pela minha experiência com o Vendor Management, acredito que seja uma área estratégica. Atualmente, faz parte do meu grupo de gestão, com quem tenho constante interação e é um instrumento importante na tomada de decisões”, afirma Sergio Costantini, do ABN AMRO Real.

Para o CIO, apesar de, no Brasil, ainda não ser uma prática comum, a criação dessa área é uma tendência, resultado dos benefícios que tem mostrado como apoio aos gestores de TI. “A mudança foi perceptível. Hoje temos maior controle do que se faz. Até o financeiro tem mais acesso às atividades de TI. O suporte às decisões também melhorou muito, já que o Vendor Management ajuda na identificação de problemas que não estavam previstos”, exemplifica Costantini. “A área fornece parâmetros claros para avaliação da área de TI e de possíveis mudanças”, complementa Andréa. 

Para Constantini, a comunicação com os fornecedores passou para outro nível qualitativo desde 2005 e, o melhor, tudo está documentado. Além disso, o executivo comemora a melhoria na comunicação de mudanças de terceiros e de alterações no padrão de suporte para os demais departamentos da empresa. “Isso é algo aparentemente simples, mas que tem grande valor para melhorar a eficiência das terceirizações”.

Responsabilidades
Pesquisas mostram: as áreas recém-criadas para gerenciar contratos de terceirização de TI começam a acumular funções e ganhar responsabilidades. “O VM está se consolidando dentro da estrutura do banco e, conseqüentemente, vai ganhando espaço e responsabilidade. O escopo de trabalho está se ampliando com o tempo”, afirma Costantini. Para ele, nada impede que o VM atenda outras áreas, por exemplo, a área de projetos. “Isso ainda não é uma realidade, mas não há impedimento”.

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A reação dessas equipes ao aumento das responsabilidades tem sido exigir maior automatização dos processos, o que torna-se mais uma demanda para o CIO administrar. “Acabamos de desenvolver um software interno para controle dos contratos. Existe a demanda de programas para gestão de relacionamento que inclui alguns indicadores, que estamos adquirindo”, afirma Andréa. “Hoje, os gestores de contrato têm duas alternativas: mais gente ou maior automatização, porque o volume e a diversidade só crescem”, conclui a CIO da Avon.

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