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Prudentes, CIOs preparam-se para crise econômica

Pesquisa da Goldman Sachs mostra que redução de custos é prioridade entre CIOs, que esperam condições econômicas piores nos Estados Unidos este ano.

Por Network World, EUA

13 de março de 2008 - 17h20
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A maior parte dos executivos de TI acredita que a economia norte-americana entrará em queda em 2008. Esta é a conclusão de um estudo realizado pela Goldman Sachs, que prevê uma desaceleração nos gastos de TI ao longo de 2008, ao mesmo tempo em que os CIOs repensam suas aquisições e opções de fornecedores.

O Goldman Sachs divulgou esta semana o s resultados da pesquisa, que ouviu cerca de 100 executivos com poder de decisão em companhias listadas na Fortune 1000.

Cerca de 70% dos participantes disseram esperar que as condições econômicas em 2008 serão piores que no ano passado, enquanto apenas 2% disseram que a economia estará mais forte. Em razão destas expectativas, o banco está ajustando suas previsões sobre o crescimento dos gastos em TI em 2008: ele deve cair de 7%, em 2007, para 5% este ano.

“Como os gastos realizados depois da bolha foram pouco conscientes, seria uma surpresa se os investimentos crescessem dramaticamente. Os CIOs parecem estar mais preocupados com a visão macro e nós acreditamos que isso terá reflexos nos orçamentos de TI, principalmente na primeira metade do ano”, diz o relatório.

Cerca de 30% dos participantes disseram que seus orçamentos estão “sob pressão” e decaindo em relação às vendas e despesas de suas companhias. Outros 65% afirmaram que seus orçamentos estariam alinhados com as vendas e despesas de suas empresas. De acordo com o relatório, “está claro que a possibilidade de queda nas vendas representa um grande risco para os orçamentos de TI”.

A redução dos orçamentos também pode ter impacto na escolha dos fornecedores. De acordo com a pesquisa, 34% dos executivos devem comprar menos de fornecedores classe mundial do que no ano passado, enquanto alguns consideram consolidar seus gastos com alguns poucos fornecedores. Perto de 50% disseram que seu relacionamento com os fornecedores não muda, e 16% devem ser mais cuidadosos nas compras que envolvam muitos grandes fornecedores.

Segundo o relatório, “a distância dos grandes fornecedores é sintomática de um ambiente de redução de gastos, onde as empresas procuram substitutos tão bons quando os grandes fornecedores de soluções”.

Enfrentando o corte de custos, mais de um terço dos participantes afirmou ver a área de hardware como a de maior potencial para redução de custos nos próximos doze meses. Em particular, 42% citaram servidores, 35% citaram PCs e 28% colocaram servidores Unix na lista de maiores oportunidades para corte de gastos em 2008.

De outro lado, 15% dos executivos apontaram a licença de software como uma área em que os gastos podem ser reduzidos.

Projetos de software que podem ser adiados em função da crise incluem atualização para o Microsoft Vista (42%), implementação ou atualização de ERP (31%), atualizações do Office (26%), integração de aplicativos e projetos SOA (24%) e planejamento de continuidade de negócios e recuperação de desastres (24%).

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Outros 12% consideram que as áreas de comunicação e equipamentos de rede têm potencial de corte e apenas 6% apontam o corte de equipes internas como opção. Falando em pessoal, 32% disseram que devem reduzir contratos de terceirização de serviços profissionais se forem obrigados a fazer cortes.

Como resultado dos projetos que devem ser colocados em espera, alguns fornecedores específicos devem perder dinheiro. Para 36% dos participantes, a Dell deve perder espaço como fornecedora de servidores, IBM e HP devem manter seu status e a Sun deve perder mercado nas áreas de servidores corporativos e sistemas. No setor de software, devem sair ganhando empresas como VMWare e Cisco, enquanto Novell, BEA, BMC e CA devem perder mercado.

O relatório conclui que “os executivos indicam que é relativamente mais fácil cortar ou adiar gastos em hardware do que em equipamentos de comunicação ou licenças de software, o que tende a envolver grandes projetos, geralmente de longo prazo”.

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