Gestão
Testes de Software: É sempre melhor prevenir...
Disciplina de teste de software promete reduzir falhas no processo de desenvolvimento e, na ponta da operação, minimizar gastos e retrabalho com o sistema já em funcionamento.
Por Fabio Barros, do COMPUTERWORLD
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O conceito de teste de software não é novo. Há anos as
empresas testam os softwares que colocarão em produção para checar se, de fato,
fazem o que prometem do modo como foi solicitado. A questão é que, via de
regra, isso não acontece, o que significa novos investimentos em correções e
redesenho de sistemas, em parte ou inteiros.
A atividade começou a ganhar força no final dos anos 90, com
a proximidade do bug do milênio. Naquele momento, percebeu-se a necessidade de
verificar se as mudanças realizadas funcionariam realmente. “Na época era um teste
de regressão. As empresas tinham que saber se o que funcionava antes
continuaria funcionando depois”, lembra Roberto Murillo, sócio-diretor da RSI,
empresa especializada em teste e qualidade de software.
Leia Executive Briefing sobre Ferramentas de Automação de Testes de Software
O movimento levou algumas empresas a perceber que quanto
mais cedo fossem realizados, mais bugs e gastos os testes poderiam evitar. De
lá para cá, a disciplina evoluiu, ganhou metodologias e certificações próprias
e, na visão dos especialistas, é tão importante quanto a programação em si.
Definição
De modo geral, os especialistas definem o teste de software
como o melhor meio de garantir que o produto final estará plenamente de acordo
com o que foi especificado pelo cliente. “De modo geral, os testes partem de
dois princípios básicos: funcionalidade e confiabilidade”, afirma José Luiz
Rivera, gerente do laboratório de desenvolvimento de produtos da Eccox
Software.
No mesmo caminho segue Ana Paula Braun, responsável pela fábrica de software e testes da CPM-Braxis, para quem o “teste garante a entrega do produto dentro dos requisitos do cliente, sejam quais forem”. Na prática, todos são unânimes ao defender que os testes devem ser realizados em todas as fases de desenvolvimento do software, e não apenas depois de sua conclusão.
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“Os testes têm que ser realizados desde a concepção do
software, com técnicas, ferramentas e profissionais específicos envolvidos em
cada uma das fases”, defende Murillo. De outro lado, o executivo reconhece a
dificuldade em defender a realização de testes desde a definição de requisitos
do sistema. “A questão é que não há um ganho mensurável, já que eliminamos
problemas futuros. Como as empresas deixam de gastar, não identificam o
benefício, mas ele existe”, defende.
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