Gestão
TI depois das fusões: Incorporar sem se perder
No universo de TI, fusões e aquisições acontecem a todo o momento, difícil é unir as pontas e azeitar as engrenagens sem descuidar do dia-a-dia.
Por Flávia Yuri, do COMPUTERWORLD
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Em março de 2006, Veronika Falconer, diretora de recursos
humanos, trabalhava em uma empresa com 700 funcionários. Em outubro do mesmo
ano, a executiva passou a gerir o RH de uma companhia com 1,2 mil funcionários.
Cinco meses depois de afinar essa operação, Veronika teve de se preparar para
um novo desafio: assumir a gestão de 5 mil pessoas.
Todas essas mudanças ocorreram sem que a executiva tivesse
uma única baixa em sua carteira de trabalho. Veronika Falconer é diretora de RH
da CPM Braxis, companhia que passou por três processos de aquisição ao longo de
um ano. "A cada fusão, cria-se uma terceira empresa. Na prática, é como
trabalhar em três novas empresas em um ano. Nesse período, saltamos de 700 funcionários
para cinco mil", diz Veronika.
O desafio enfrentado pela executiva é vivido todos os dias
por empresas de TI de diferentes setores. SAP e Business Objects, Oracle e
Hyperion, Sun e MySQL são algumas das muitas fusões que mudaram o cenário de TI
nos últimos meses. Como integrar operações e equipes sem comprometer o
dia-a-dia das duas companhias e com o menor impacto possível para o cliente
final?
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Responder a essa pergunta pode ser a diferença entre capitalizar ou não os benefícios de uma fusão. Essa, no entanto, não é tarefa fácil. De acordo com Marcelo Gil, executivo responsável pela área de estratégia da Accenture na América Latina, dois terços das aquisições destroem valor ou não geram valor para as empresas.
"Muitas companhias investem pesado em
aquisições e não conseguem retorno financeiro que compense a operação. Na
maioria das vezes, o problema é a falta de preparo para o movimento de fusão"
diz ele.
Governança da
integração
Para não figurar entre as companhias que derrapam no
processo de fusão, é fundamental ter um plano de integração. "O processo
de fusão começa antes da efetivação da compra, com o desenho das principais
diretrizes que vão nortear o processo", diz Marcelo Gil, da Accenture.
A Alog, provedora de serviços de infra-estrutura e data
center, passou por três grandes fusões no período de três anos. Pela
característica do tipo de serviço que presta, a companhia tinha como desafio
acelerar o movimento de integração.
Baseada na experiência que adquiriu ainda
na primeira aquisição que realizou em 2004, a empresa investiu num pequeno time de
mudanças com cinco pessoas e um gerente de processos. "Atuamos em duas
frentes principais: comunicar de forma exaustiva nossos valores e as mudanças
pelas quais a empresa passaria e manter o cronograma de ações estipulado no
início", diz Sidney Breyer, presidente da Alog.
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