Gestão
BPM: mercado promissor, mas ainda muito imaturo
Estudo do Aberdeen Group aponta exitirem “ilhas” de gerenciamento de processos de negócios nas corporações, que ainda não adotaram a tecnologia massivamente.
Por CIO.com, EUA
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O gerenciamento de processos de negócios (do inglês, BPM) é
considerada hoje uma das áreas mais promissoras para fornecedores e consultores
de TI.
Complexo, o conceito é uma combinação de governança em TI, monitoramento de atividades de negócios, integração de aplicativos e arquitetura, gerenciamento de workflow e técnicas de modelagem de processos.
Adotado de forma correta, o BPM permite às organizações
definir, executar e refinar processos que envolvam interação humana –
trabalhando com múltiplos aplicativos de negócios – e gerenciar regras e
mudanças de processos dinâmicos. Apesar disso, de acordo com analistas e pesquisadores,
muitos CIOs e empresas estão confusos com suas iniciativas de BPM.
Um estudo divulgado pelo Aberdeen Group em setembro de 2007, chamado “BPM Convergence” concluiu que integrar negócios e workflow de software tem sido um desafio para as corporações. “O resultado é a criação de ilhas de funcionalidades de BPM nas organizações, cada uma realizando uma função discreta”, diz o estudo.
Este não é único problema.
Uma outra pesquisa no setor aponta que tem sido difícil fazer com que o BPM funcione. A pesquisa, que questionou 125 companhias de produtos e serviços sobre como elas estariam utilizando o conceito para inovar, concluiu que “faltam melhores práticas, visão e a responsabilidade executiva necessária para que se alcance o retorno pleno dos investimentos feitos em BPM”. A pesquisa foi realizada pela Virtusa, provedora de serviços de BPM, e pela consultoria PRTM.
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Apesar disso, a pesquisa revela porque há tanta movimentação em torno do conceito. Mais da metade dos participantes disseram que usam ou planejam utilizar BPM. Companhias que participaram da pesquisa disseram que estão utilizando iniciativas de BPM para atender necessidades de gerenciamento de plataformas de produtos ou serviços, CRM e operações internas.
Além disso, 47% dos participantes estavam interessados em desenvolver BPM para o desenvolvimento de novos produtos, o que é uma nova área para o conceito – e que tem causado muita movimentação e atividades entre fornecedores.
BPM é problema das pessoas
Mas a distância entre as aspirações de BPM das empresas e o
que elas são capazes de fazer atualmente é muito maior do que se imagina.
Primeiro, é crítico que estas empresas entendam que barreiras precisam ser
derrubadas para que o BPM não apenas funcione, mas funcione bem. De acordo com
o estudo do Aberdeen – que ouviu mais de 160 executivos e gerentes de TI – os
desafios envolvidos na implantação de BPM têm a menos a ver com tecnologia e
mais a ver com pessoas e processos.
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