Gestão
Greenpeace: onda verde está conquistando outras empresas de TI
Greenpeace divulga ranking de responsabilidade ambiental entre empresas de eletrônicos na Ásia.
Por Computerworld, Filipinas
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Embora muitas empresas de TI estejam dando passos significativos no sentido de se tornarem verdes, ainda há muito trabalho pela frente para proteger o ambiente, diz o grupo ativista Greenpeace International.
Durante o lançamento da 7ª edição do Guia para Eletrônicos mais Verdes (Guide to Greener Electronics), o membro do Greenpeace Toxics da Ásia, Beau Baconguis, disse que muitas companhias já estão na marca dos 7 pontos (sendo 10 a nota “verde” mais alta) – um indício de que as companhias já iniciaram suas ações no sentido da TI verde.
As companhias asiáticas de eletrônicos, Samsung Electronics e Toshiba, dividiram a primeira posição na última edição, com nota 7.7. A consistência da Samsung em suas práticas e políticas manteve o placar da empresa estável, enquanto a Toshiba subiu de uma sexta colocação para o novo lugar graças às melhorias no que chamam de Individual Producer Responsability (IPR), critério sobre como cada companhia cuida do desperdício eletrônico de seus próprios produtos inutilizados.
As duas companhias ultrapassaram a fabricante de celulares Nokia, que deveria estar no topo, com 8.3, mas foi penalizada por causa de inconsistências nos dados de devolução e coleta. Baconguis disse que, embora o Greenpeace tenha visto melhorias no sistema de devolução da Nokia nas Filipinas e Tailândia, eles não poderiam amenizar a penalidade, ainda, porque as práticas de coleta na Índia e Rússia continuam deixando a desejar.
O guia também destacou melhorias nos sistemas de devolução e reciclagem da Motorola nas Filipinas, Tailândia e Índia, elevando a companhia da 14ª para a 12ª colocação. Enquanto isso, a empresa de videogames Ninetendo, com seu placar de 0.3 não saiu da última colocação desde a última pesquisa do Greenpeace, divulgada três meses atrás.
De acordo com Baconguis, a Nintendo não respondeu a nenhum
de seus questionários até agora, então ela ainda tem muito trabalho pela
frente. Ele nota, porém, que a Nintendo é uma das companhias incluídas na lista
apenas recentemente (o Greenpeace só começou a incluir TVs e consoles de
videogame no guia de seu último ranking, divulgado em dezembro de 2007), então
a empresa talvez ainda esteja aquecendo as turbinas para explicar as suas
ações.
As primeiras 14 companhias da lista participam do levantamento desde 2006 e já mantêm um bom relacionamento com o Greenpeace.
“Algumas empresas de console de games e TV já melhoraram em
critérios químicos, mais ainda têm muito a fazer no que diz respeito ao
desperdício eletrônico”, diz Baconguis.
Desde que foi lançado, o guia faz um ranking das políticas e práticas de desperdício eletrônico e de produtos químicos tóxicos como forma de estimular e desafiar as fabricantes de eletrônicos a tornarem seus produtos “verdes”; e as marcas líderes do setor já promoveram muitos avanços em suas políticas desde então, diz o Greepeace.
Segundo Baconguis, o Greenpeace vai ampliar o estudo para incluir o consumo de energia no próximo trimestre, quando eles listarão as marcas com base um novo critério de eficiência para estimular a indústria a reduzir a emissão de carbono.
“A maioria das marcas de eletrônicos estão atentando para os desafios do tóxico químico e desperdício eletrônico. Agora é hora de estimular a indústria para uma abordagem holística em relação a suas práticas e operações”, diz Baconguis, acrescentando que as empresas têm de ser responsáveis por todo o ciclo de vida de seus produtos. Ele diz que se as companhias começarem as suas atividades “verdes” já no primeiro estágio da vida de seus produtos, os desperdícios eletrônicos serão reduzidos, se não extintos.
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