Gestão
PCs corporativos gerenciados pelos próprios usuários. É possível?
Por Infoworld, EUA
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No caso da BP, um dos seus consultores anteviu que o 'Digital
Allowance' - programa piloto sob o qual os funcionários escolhem suas próprias
ferramentas e utilizam um serviço de help desk externo – poderá proporcionar
economia de US$200 milhões ao ano em custos de suporte, de acordo com um
porta-voz da companhia.
Ainda assim, o Digital Allowance se dirige mais a um subconjunto de funcionários com grande conhecimento de tecnologia, equipes que estão na “extremidade mais geek” da sólida força de trabalho da BP, formada por cem mil funcionários.
A empresa de pesquisa de análise Gartner previu em um relatório recente que “em 2010, as preferências dos usuários finais vão decidir metade das aquisições de software, hardware e serviços feitas por TI”. O
Gartner citou que a “onipresença da interface de navegador” tornou a computação acessível o suficiente para permitir que “os indivíduos agora estejam tomando decisões sobre tecnologia para uso pessoal e corporativo”.
A realidade é que os usuários já estão mais envolvidos do
que nunca. “Trata-se da liberdade de escolher qual dispositivo você quer – qual
laptop, talvez um Mac, que tipo de handheld”, explica Allan Carey, analista da
empresa de pesquisa Institute for Applied Network Security. Faz parte do consumo de TI e requer que TI enfoque padrões e políticas que as
escolhas dos usuários precisam satisfazer, em vez de se preocupar com o modelo
de PC utilizado.
O que TI ainda precisa gerenciar
Mesmo quando as empresas estão dispostas a permitir que os funcionários
gerenciem seus PCs, TI ainda tem muito a gerenciar, incluindo segurança e
dados.
“Prevejo que a maioria das empresas implementará protocolos básicos de segurança para os PCs dos funcionários, inclusive varredura de vírus e filtros de spam e phishing”, diz Angell, do Maine. “Talvez elas forneçam ferramentas de software ou simplesmente implementem verificação do sistema para assegurar que estes itens estejam funcionando sempre que o laptop do usuário está conectado ao ambiente da empresa.”
Além do mais, “precisamos reconhecer que os dados da companhia pertencem à companhia. Portanto, determinados sistemas de dados terão que ser controlados, como aplicativos web, ou entregues através de uma plataforma, como Citrix. O acesso a ambos pode ser controlado pela corporação sem tocar no PC do funcionário”, acrescenta Angell. Nesta era de aplicativos web, isso é fácil fazer, de acordo com Angell.
Esta abordagem de aplicativo web para gerenciamento e segurança dos dados é o modelo do Google, revela Merrill. Seus antigos funcionários rodam o Google Apps, não importa qual PC têm, e isso significa que todos os dados do Google são armazenados nos servidores do Google. Esta solução protege o Google da ameaça mais terrível: laptops roubados.
“Falando francamente, a segurança do end point nunca
funciona. O número de incidentes continua aumentando. Se funcionasse, isso não
aconteceria”, constata Merrill. “Então, não acho este argumento convincente.”
Mas o Google tem muitos monitores em suas infra-estruturas para detectar ocorrências estranhas relacionadas a segurança e compliance. Não tem como ser diferente, salienta Merrill: a empresa segue regulamentações pesadas, incluindo HIPAA, por causa dos médicos que trabalham em seu campus. “Controles de segurança e regulatórios são executados em background”, explica Merrill. “Eles são ocultos do usuário.”
Outra tecnologia que ajuda a suportar o modelo de PC gerenciado pelo usuário é a virtualização do desktop. A TI provê uma configuração padrão de sistema operacional e aplicativo ao mesmo tempo em que permite que os usuários rodem seus próprios aplicativos em uma camada separada, impedindo que os dados sejam infectados e corrompidos. Neste modelo, os usuários teriam acesso a software não-regulamentado, e-mail pessoal etc., fora do ambiente virtual, diz Resnick, “o que é um equilíbrio plausível entre requisitos de segurança, inovação e conveniência do funcionário”.
Para empresas que cogitam permitir que seus funcionários escolham hardware e software, Merrill tem três recomendações: “Automatizar tudo que puder, impulsionar a automação no cloud e montar uma equipe de suporte altamente qualificada”.
Há os céticos, é claro
Nem todos os cenários corporativos são apropriados para PCs gerenciados pelos
usuários. Os ambientes que seguem esta abordagem tendem a abranger funcionários
de escritório que possuem PCs em casa e têm alguma experiência técnica.
Call-centers,
em comparação, não são bons candidatos. Tampouco áreas de produção na qual o
trabalho é programado, como a administração de apólices em uma companhia de
seguros, ambientes de manufatura ou hospitais.
Interessante
Um ponto de vista polêmico mas interesante. Parte do pressuposto de que usuário tem cérebro. Vale ressaltar que quando os mainframes foram implodidos, alguns resistentes previram o fim da produtividade. Na verdade foi o fim de um domínio de paixões.
joao jose santini - 17 Abr 2008, 12h46
Não acho viável.
Não acho muito possível isso, pois muitos usuários não tem consciencia e com certeza trariam alguns problemas para o suporte.
Diogo Augusto - 16 Abr 2008, 10h59
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