Gestão
Rede de resorts e cassinos usa RFID e oferece atendimento VIP
De etiquetas RFID para medir o consumo de bebidas alcoólicas a cartões com preferências de hóspedes, MGM Mirage aposta na tecnologia para personalizar o atendimento.
Por IDG News Service
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Em Las Vegas, as etiquetas RFID também trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana. A tecnologia está ganhando terreno em hotéis e cassinos, ajudando a levar serviços a níveis mais elevados de personalização. Ao mesmo tempo, porém, a tecnologia ameaça algumas práticas de longa data – como a tradicional gorjeta que um cliente pode deixar para um atendente atencioso.
A MGM Mirage, por exemplo, instalou as etiquetas para medir a altura das bebidas, gerando dados que são diretamente ligados aos sistemas nos pontos de vendas. A etiquetagem de garrafas é parte da estratégia de corte de desperdícios da empresa que possui atualmente mais de 55 mil empregados e dezenas de milhares de convidados por dia.
Mas este é um exemplo relativamente pequeno dado por Tom Peck, CIO e vice-presidente sênior da MGM Mirage, sobre como a tecnologia vem sendo utilizada. A empresa de resort e cassino possui grandes planos para desenvolver uma série de tecnologias, mudando a forma como os serviços são prestados atualmente.
E a MGM Mirage está tomando ações agressivas no sentido de adotar novas tecnologias para expandir os serviços aos consumidores, e tem levado seus fornecedores a refinar suas técnicas também, conforme trabalha para abrir no final de 2009 seu novo empreendimento CityCenter, de 8 bilhões de dólares. O novo complexo incluirá 2.650 residências particulares, lojas, cassino e 4 mil quartos de hotel.
Peck, que marcou presença no fórum Gartner ITexpo, juntamente com Aldo Manzini, vice-presidente executivo e diretor administrativo da rede, prevê uma rede ímpar – com algoritmos capazes de prevê o que o cliente deseja até sistemas que atenderão a hóspedes recém-chegados acendendo as luzes automaticamente ou ajustando a televisão para o idioma preferido do cliente. Tudo isso acontecerá através de redes de fibras e ZigBee, uma tecnologia de redes sem fio de curto alcance, nos quartos.
O executivo quer implementar esses sistemas não apenas no CityCenter, mas em seus outros complexos, e a empresa está trabalhando para isso. Por exemplo, a tecnologia integrada para os quartos precisa de um switch de rede, e mais de 10 mil switches serão instalados atrás das paredes – switches que ficam com a entrada aparente e devem quebrar, diz Peck. “Por isso, já estamos trabalhando com os fabricantes para gerar um produto que ainda não existe hoje”, revela.
Chaves de quartos capazes de não apenas abrir portas, mas manter armazenadas preferências. Mas Peck diz que esse tipo de tecnologia, que inclui RFID e um chip de computador, também serão opcionais para o cliente, uma vez que alguns deles podem preferir não ser rastreados.
O objetivo do negócio, segundo Manzini, é ser capaz de utilizar a tecnologia para criar uma experiência o mais próximo possível de um serviço de concierge para um número muito grande de clientes. “E a única forma que conseguiremos chegar a esse objetivo é pelo uso da tecnologia.”
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