Gestão
TI Verde: Chegou a hora de fazer a lição de casa
As exigências dos clientes ainda são poucas, mas os fornecedores de TI sabem que elas vão aumentar, e se preparam para isso.
Por Fabio Barros, do COMPUTERWORLD
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De acordo com o Gartner, em dois ou três anos o mercado usuário de soluções e equipamentos de TI exigirá cada vez mais que os fornecedores atestem suas políticas de preservação do meio ambiente, algo que pode levar um pouco mais de tempo no Brasil. Estimulados por iniciativas globais, os fornecedores têm colocado em prática diversas ações, que no futuro deve lhes garantir o “selo verde”.
Estas iniciativas começam internamente e, de acordo com o nível de maturidade de cada um, evoluem até atingir todo o ecossistema. “Temos ações como consumidores e como fornecedores”, explica Sílvio Pereira, diretor de sistemas da Sun Brasil, citando a consolidação de data centers da empresa como exemplo de consumo consciente.
O mesmo caminho seguiram a IBM e a HP, que também reduziram seus data centers pelo mundo.
Os exemplos como consumidores não são poucos e servem para
mostrar o compromisso destas empresas com o tema. Mas o que deve chamar a
atenção dos usuários são as iniciativas que vem sendo tomadas do ponto de vista
do fornecimento de tecnologia, ou como ajudar o mercado a usar a TI de forma
mais limpa.
Reportagem especial: TI Verde no Brasil
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“Como fabricantes, desde 2004 estamos pesquisando tecnologias que
permitam ampliar o número de cores dentro do mesmo chip. Hoje colocamos oito.
Isso permite as consolidações e ganho de espaço nos clientes”, explica Pereira.
A APC, que fabrica uma série de equipamentos utilizados em data centers – desde no-breaks até sistemas de monitoramento físico – vem investindo em quatro frentes “verdes”: oferta de componentes mais eficientes, mudança nos sistemas de refrigeração, criação de soluções de contenção térmica e oferta de soluções de gerenciamento de capacidade. “Todas elas têm o objetivo de reduzir o consumo de energia e dar mais eficiência aos nosso clientes”, diz Cristina Defendi, gerente de marketing da companhia no Brasil.
Os equipamentos produzidos pela APC têm também a certificação RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances), emitida pela Comunidade Européia, que atesta que o sistema de produção da companhia não utiliza chumbo ou outros metais pesados. A Dell, outra que conta com a certificação, afirma contar com políticas que cobrem todo o ciclo de vida de seus produtos, desde o desenvolvimento até a destinação final por parte dos clientes.
“Os clientes corporativos começam a ver isso como forma de
conter gastos não só na aquisição do produto, mas também na operação e
manutenção. Essa consciência começa a crescer e, no Brasil, vão vencer as
empresas que tiverem estas políticas já consolidadas”, acredita Gleverton
Munno, gerente sênior de assuntos corporativos da Dell Brasil.
Não por acaso, a fabricante também exige de seus fornecedores que seus processos internos sejam controlados dentro destes padrões. “É uma exigência do mercado, que também não vai admitir que isso se reflita no preço do produto final”, conclui.
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